Apetite por Novas Altas Diminuem

Apetite por Novas Altas Diminuem

Haramoto  | 13.07.2016 08:03

ÁSIA: Com o abrandamento das perspectivas de uma forte diminuição da atividade econômica global na sequência do Brexit, governos e bancos centrais de todo o mundo estão fazendo o possível para tranquilizar os mercados, razão pela qual temos visto um rali global nos mercados de ações. Os mercados da Ásia avançaram nesta quarta-feira, estendendo a alta que empurrou os principais índices americanos a renovarem novos recordes.

No Japão, o Nikkei fechou em alta de 0,84%, a 16,231.43 pontos, estendendo o rali de 6,5% registrados na segunda e terça-feira, em meio a um iene mais fraco alimentados por expectativas de uma flexibilização fiscal e monetária agressiva depois que a coalizão governista do primeiro-ministro Shinzo Abe obteve uma vitória esmagadora nas eleições para a câmara superior do parlamento japonês no fim de semana. Abe prometeu uma nova rodada de estímulo fiscal após sua vitória eleitoral e analistas de uma maneira geral esperam que o Banco do Japão volte a abrir torneiras. O dólar foi buscar 104,31 ienes depois de negociado perto dos 100 no final da semana passada. A relativa fraqueza do iene deu impulso para stocks de exportação no Japão. O Nikkei já recuperou todas as suas perdas após o Brexit.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,66%, em 5,388.50 pontos, impulsionado por ganhos nos setores de energia, materiais e financeiro. As ações de mineradoras no país fecharam em alta depois que os preços do minério de ferro subiram mais de 6% para US$ 58,80 a tonelada. Fortescue adicionou 5,52%, Rio Tinto (LON:RIO) fechou em alta de 2,79% e BHP Billiton subiu 3,26%.

Produtoras de cobre e níquel desfrutaram do salto nos preços dos metais industriais em meio à esperanças de novas medidas de estímulo econômico e expectativas de redução da oferta das Filipinas, a maior produtora de níquel do mundo. Western Areas e Sandfire Resources dispararam 13,2 e 9,8%, respectivamente. Analistas do Goldman Sachs acreditam que o preço do níquel vai acima de US$ 12.000 / tonelada num prazo de seis meses, ante cerca dos atuais US$ 10.500, alegando que não há nenhuma fonte alternativa pronta disponível do minério para China. Entre as ações de energia, Woodside subiu 0,9% e Oil Search avançou 2,8%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,46% enquanto na China continental o Shanghai Composite fechou em alta de 0,36%, em 3,060.21 pontos, apesar da decisão de um tribunal internacional atender as reivindicações das Filipinas sobre o Mar da China Meridional. Embora a China tenha rejeitado a decisão, adotou um tom conciliador dizendo que estava aberto a negociações com seus vizinhos. Enquanto isso, o yuan da China foi negociado ligeiramente mais fraco em relação ao dólar antes de dados econômicos importantes nesta semana, que vão desde os números de crescimento econômico e de crédito no segundo trimestre, a números da produção industrial.

As importações de petróleo bruto da China em junho atingiram uma baixa de cinco meses de 30,62 milhões de toneladas ou cerca de 7,5 milhões de barris por dia, devido congestionamento nos principais portos do país, bem como a manutenção de refinarias. Em uma base anual, as importações de petróleo foram de 3,8% maior do que os 29,49 milhões de toneladas durante o mesmo mês do ano passado. O aumento foi impulsionado pelo "apetite insaciável" de refinarias locais da China, conhecidos como bules (teapots). Estima-se que essas refinarias tenham importado cerca de 1 milhão de barris por dia em junho, menos do que os 1,4 milhões de barris diário em maio. No primeiro semestre do ano, as importações de petróleo bruto da China atingiu 186,53 milhões de toneladas, um aumento de 14% em comparação com o mesmo período do ano passado. Analistas esperam que as importações de petróleo mantenha-se com o governo procurando estabelecer suas reservas estratégicas de petróleo. As importações de refinados de petróleo totalizaram 222.000 toneladas em junho, enquanto as exportações totalizaram 422.000 toneladas. Para os primeiros seis meses do ano, as exportações de produtos refinados da China saltaram 45,2% no ano, para 2,15 milhões de toneladas.

EUROPA: As bolsas europeias avançam nesta quarta-feira, seguindo para a quinta sessão consecutiva de alta, na sequência do rali nos mercados dos EUA e Ásia que continuam sua recuperação pós-Brexit em meio a esperanças de flexibilização adicional de política monetária por parte dos bancos centrais.

O Stoxx Europe 600 sobe 0,34% após avançar 1,1% na terça-feira. Entre melhores desempenhos no pan-índice, Accor (PA:ACCP) sobe 4,29% após a operadora de hotelaria francesa dizer na terça-feira que planeja vender sua participação majoritária em sua subsidiária Hotelnvest. Ainda na França, a Airbus está cortando a produção de seu super jumbo A380, em meio a um mercado morno e suas ações são negociadas em baixa e a varejista Casino também recua apesar de dizer que as vendas do segundo trimestre subiram 3,8% ajudado por seus negócios no Brasil. Em sentido contrário, a fabricante de trens Alstom (PA:ALSO) sobe após registrar aumento de 9% nas vendas no trimestre encerrado em 30 de Junho, mas disse que os pedidos no mesmo período caíram 55%.

Enquanto isso, as ações da Nokia sobem após expandir seu acordo de licenciamento de patentes com a coreana Samsung, o que acarretará em um aumento nas vendas da fabricante de equipamentos de telecomunicações finlandesa.

Os bancos italianos seguem negociados em alta depois que o ministro das Finanças da Itália Pier Carlo Padoan disse que o setor bancário italiano é "sólido" e as necessidades recapitalização dos bancos do país foram exageradas. Os investidores estão preocupados com o grande número de empréstimos “non performing” mantidos por bancos italianos, o que pode representar uma ameaça para outros bancos da zona do euro.

No Reino Unido, o FTSE 100 opera entre altas e baixas, após cair 2,17% na terça-feira, pesada pelas quedas de ações de exportadores, reflexo da alta da libra britânica. Entre os destaques de alta, Burberry (LON:BRBY) sobe 5,74% após dizer que espera um benefício maior de taxas de câmbio para o ano fiscal de 2017, visto que 90% de suas vendas é para fora do Reino Unido.

A libra sobe 0,2642% frente o dólar e segue negociado a US$ 1,3267 ante US$ 1,3254 da terça-feira. O avanço da libra ocorre mesmo antes da decisão da reunião do Bank of England que começa nesta quarta-feira. A maioria dos investidores acreditam que a taxa básica de juros do Reino Unido será reduzida na quinta-feira para um recorde de baixa de 0,25% ante os atuais 0,5%.

Theresa May, atual Secretária do Interior, deve ser a próxima primeira-ministra do Reino Unido nesta quarta-feira, substituindo David Cameron, que renunciou após o referendo no mês passado, reduzindo as incertezas em torno das perspectivas econômicas negativas do Reino Unido, mas ainda não está claro quando May irá acionar o artigo 50, que inicia o processo de retirada da UE; ela tem sinalizado que poderia ser no final deste ano ou em 2017.

Os preços dos metais avançam nesta quarta-feira em Londres. O cobre segue em direção da marca de US$ 5.000 para a primeira vez desde o final de abril, em meio a renovação do apetite ao risco entre os investidores associada à perspectiva de facilitação de políticas monetárias. O sentimento positivo sobre metais empurrou os papeis de mineração. Antofagasta (LON:ANTO), Arcelormittal (AS:ISPA), Anglo American (LON:AAL), BHP Billiton e Rio Tinto avançam.

Em sentido contrario, pesada pela queda dos preço do petróleo, empresas de energia, incluindo BP e Statoil, estavam sob pressão. Futuros de petróleo caíram na terça-feira após um relatório mostrar um aumento inesperado na oferta semanal de petróleo nos EUA. O relatório Energy Information Administration deverá ser divulgado nesta quarta-feira.

A produção industrial dos 19 países que compõem da zona do euro, que tem estado altamente volátil nos últimos meses, caiu 1,2% em maio ante o mês de abril, devolvendo quase todos os ganhos registrados no mês anterior quando subiu 1,4%, em uma indicação de que a recuperação econômica continua modesto e vulnerável a novos contratempos pelo quarto ano consecutivo. Em comparação com maio de 2015, a produção subiu apenas 0,5%. As indicações para o segundo trimestre são menos encorajadoras e consistentes com outros sinais de que o crescimento está desacelerando, mesmo antes da votação do Brexit em 23 de junho, criando um período de incertezas.

Muitos economistas estimam a economia da zona do euro desacelerou durante o trimestre até junho, com crescimento entre 0,3% e 0,4% depois de gravar uma expansão de 0,6% no primeiro trimestre. O Presidente do BCE Mario Draghi estima que as consequências imediatas do Brexit irá reduzir o crescimento econômico na zona do euro em até 0,5% ao longo de três anos, refletindo a importância do Reino Unido como o segundo maior mercado de exportação da área da moeda depois dos EUA, bem como a possível percepção de que a UE poderia tornar-se ingovernável.

EUA: Futuros dos EUA lutam para manter em alta nesta quarta-feira, com investidores fazendo uma pausa para respirar depois de empurrar o Dow Jones e o S&P 500 para novos recordes de alta na terça-feira, apoiadas nos resultados inesperados da Alcoa. Entre os dados a serem divulgados hoje, destaque para o livro bege do Federal Reserve que apontará as condições econômicas atuais, cujo relatório poderá reforçar a visão de que a economia dos EUA está indo bem e começar a mudar o "dial" em termos de quando o Fed subirá as taxas dos EUA, mas analistas acreditam ser improvável que suba nas reuniões entre julho e setembro, dadas as preocupações globais atuais.

AGENDA DO INVESTIDOR: EUA
9h30 - Import Prices (preços de bens importados, excluindo petróleo);
11h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
14h01 - 30-y Bond Auction (leilão de títulos de 30 anos do governo dos EUA);
15h00 - Beige Book (Livro Bege do Federal Reserve - relatório sobre o desempenho atual da economia do país);
15h00 - Federal Budget Balance (orçamento federal dos Estados Unidos).

ÍNDICES MUNDIAIS- 7h40:

ÁSIA
Nikkei: +0,84%
Austrália: +0,66%
Xangai Composite: +0,36%
Hong Kong: +0,46%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,20%
London - FTSE: +0,24%
Paris - CAC: +0,52%
Madrid IBEX: +0,68%
FTSE MIB: -0,21%

COMMODITIES
BRENT:-1,53%
WTI: -1,20%
OURO: +0,30%
COBRE: +1,38%
SOJA: +1,11%
ALGODÃO: +3,28%
MILHO: +1,29%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,07%
SP500: +0,12%
NASDAQ: +0,19%

Observação: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atenção para o horário da disponibilização dos dados.

Haramoto

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