Bolsas Mundiais Recuam Antes da Reunião da OPEP no Final de Semana

Bolsas Mundiais Recuam Antes da Reunião da OPEP no Final de Semana

Haramoto  | 15.04.2016 08:01

ÁSIA: Mercados da Ásia fecharam sem direção no último pregão da semana, com os investidores digerindo os números do PIB da China do primeiro trimestre.

Mercados chineses fecharam em queda após o Bureau Nacional de Estatísticas Chinês divulgar que o PIB do primeiro trimestre do país cresceu 6,7% no ano, em linha com as previsões que o crescimento, mas abaixo dos 6,8% do trimestre encerrado em dezembro. Analistas acreditam que as medidas implementadas pelo governo nos últimos meses estão começando a surtir efeito, pois houve uma "recuperação muito resiliente" do consumo e de investimentos em ativos fixos e que o "único ponto fraco foram exportações e importações".

Entre outros dados divulgados, produção industrial chinesa em março cresceu 6,8% em relação ao ano anterior, superando as estimativas de analistas. As vendas no varejo saltaram de 10,5% desde o ano passado, enquanto os preços de imóveis novos aumentaram 19,2% nos primeiros três meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Novos dados de crédito mostraram uma imagem diferente da economia da China.

O Shanghai Composite caiu 0,13%, em 3,078.45 pontos, o Shenzhen Composite fechou em baixa de 0,2%. A série de dados minou a confiança dos investidores, com alguns analistas dizendo que os investidores estavam realizando lucros de ações de bancos, uma vez que o mercado de Xangai subiu cerca de 16% desde o final de janeiro, mas que o índice de Xangai ainda está em baixa de cerca de 13% no ano por causa das grandes perdas no início de janeiro.

A pressão de venda no continente transbordou para o mercado de Hong Kong, que é frequentemente utilizado como um substituto para os investidores globais que procuram exposição à empresas chinesas. O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,14% e o Hang Seng China Enterprises que mede ações de empresas chinesas na cidade caiu 0,25%.

No Japão, o Nikkei que registrou uma série de três altas consecutivas, seguindo um iene relativamente mais fraco, fechou em baixa 0,37%, em 16,848.03, ignorando um terremoto que atingiu o sudoeste do Japão na quinta-feira. O índice avançou 6,4% na semana.

Na Austrália, o ASX 200 terminou em alta de 0,76%, em 5,157.50 pontos, após os subíndices energia e materiais reverterem as perdas iniciais de quase 1%. O subíndice financeiro fechou em alta de 0,54%. Na semana, o índice avançou 4,45%.

A gigante BHP Billiton e a rival Rio Tinto (LON:RIO) subiram durante a semana, acompanhando o preço do minério de ferro. BHP terminou a semana com uma alta gritante de 19,2%, a US$ 19,28 e Rio Tinto subiu 11,4% na semana, para US$ 48,20. A produtora de minério de ferro Fortescue Metals Group que se recuperou muito bem ao longo dos últimos três meses, fechou em alta de 14,3% na semana, para US$ 3,04. O preço à vista do minério de ferro desembarcado na China fechou a US$ 59,38 a tonelada.

Os preços do petróleo avançaram durante o horário da Ásia, antes da reunião dos produtores em Doha, onde se espera discutir um possível congelamento da produção. Na Austrália, Santos adicionou 0,48% e Woodside Petroleum avançou 1,99% e no Japão, Inpex fechou em queda de 2,3%. No continental, China Oilfield perdeu 0,74%.

EUROPA: As bolsas da Europa recuam, com investidores cautelosos antes da importante reunião entre os principais produtores de petróleo neste fim de semana.

O índice FTSE 100 recua em Londres, após fechar no nível mais alto desde o início de dezembro na quinta-feira, em 6,365.10 pontos, depois que o Banco da Inglaterra manteve as taxas de juros inalteradas, mas advertiu que as incertezas em relação ao "Brexit", referendo que vai decidir o futuro do Reino Unido na União Europeia no dia 23 de Junho, pode prejudicar a economia da Grã-Bretanha.

O PIB da China em linha com as expectativas, mas inferior aos 6,8% do trimestre anterior, mostrou sinais de que as medidas de estímulo do governo estão dando certo, mas pouco ajudam as ações ligadas às commodities, que são sensíveis aos dados da China, um grande usuário dos recursos naturais. Anglo American (LON:AAL) cai 2,23%, BHP Billiton cai 0,23% e Glencore (LON:GLEN) cai 1,30%.

A Rio Tinto cai 0,91% apesar de anunciar extensão de sua joint venture juntamente com a estatal chinesa Sinosteel, Channar Mining, que é 60% de propriedade da Rio Tinto e 40% em Sinosteel, para o desenvolvimento em conjunto da mina Channar no noroeste Austrália. A Rio Tinto irá fornecer à joint venture, 30 milhões de toneladas métricas de minério de ferro ao longo dos próximos cinco anos, em troca de um pagamento único da Sinosteel de US $ 45 milhões e royalties de produção ligada ao preço do minério de ferro. A mineradora também disse que um acordo separado foi assinado e que ela vai vender até 40 milhões de toneladas de minério de ferro para a Sinosteel entre 2016 e 2021.

Os preços do petróleo recuam nesta manhã, depois que o ministro do petróleo do Irã anunciou que não vai participar da reunião da OPEP em Doha, no Qatar, marcado para o dia 17, domingo. O Irã recusa as condições para um congelamento de produção, argumentando que deseja voltar a níveis pré-sanção antes de congelar sua produção. A maior produtora de petróleo do mundo, a Arábia Saudita já sinalizou que não vai concordar com qualquer acordo em Doha, a menos que O Irã também feche com o cartel. Tullow Oil (LON:TLW) cai 3,94% e BP recua 0,45%.

Setor bancário continua em destaque, com o BNP Paribas (PA:BNPP) propondo um programa de demissão voluntária de até 675 adesões nos próximos três anos. Suas ações são negociadas em baixa. Credit Suisse teve um desentendimento com o órgão fiscalizador no Japão após o regulador títulos do país acusar o banco suíço de quebrar regras, de acordo com a Reuters, mas suas ações operam estáveis. A alemã Deutsche Bank segue em território negativo depois de um acordo judicial nos EUA, acusada de operar com outros bancos na manipulação nos preços do ouro e da prata.

Os bancos italianos avançam, com o plano de ajuda com seus empréstimos ruins continuando a ganhar forças. O governo propôs um fundo que será capaz de comprar empréstimos ruins dos bancos italianos. Banco Popolare e BMPS disparam.

A cadeia de supermercados francesa Carrefour (PA:CARR) informou vendas em linha com as expectativas, mas mostrou sinais de desaceleração em seu mercado doméstico e apontou fraqueza na China, mas ainda assim, suas ações seguem negociadas em alta. O grupo hoteleiro francês Accor (PA:ACCP) segue em território negativo após JP Morgan reduzir sua meta de preço para o stock e Intercontinental Hotels Group (LON:IHG) também cai após JPMorgan cortar sua perspectiva.

Enquanto isso, Thyssenkrupp está flertando seus concorrentes para uma possível fusão, segundo o jornal alemão Handelsblatt, provocando alta nas ações da Arcelormittal (AS:ISPA).

A montadora alemã Volkswagen registra forte baixa depois de anunciar que as vendas da marca de março caíram 2,7%, destacando que ainda está sentindo os efeitos do escândalo de emissões de poluentes em seus carros movido à diesel, apesar das vendas de carros novos europeus subirem 5,7% em março, segundo dados da ACEA.

Em outras notícias, os chefes do FMI e do Eurogrupo discutem a liberação do terceiro programa de resgate terceira para a Grécia, no valor de 86 bilhões de euros. Na quinta-feira, a chefe do FMI, Christine Lagarde, disse que as metas fiscais da Grécia estão "altamente irrealistas” e exigiria esforços "heroicos" por parte do povo grego, mas Jeroen Djisselbloem, o chefe de ministros de finanças do Eurogrupo, disse à CNBC que a flexibilidade não era uma opção.

Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do FMI na sexta-feira terão a participação de governadores de bancos centrais, ministros das Finanças e autoridades governamentais, entre outros, para discutir sobre a economia global.

AGENDA DO INVESTIDOR: EUA

9h30 - NY Empire State Manufacturing Index (mede a atividade manufatureira no estado de Nova York);
10h15 - Industrial Production (produção industrial) e pelo Capacity Utilization Rate (capacidade utilizada);
11h00 - Prelim UoM Consumer Sentiment (mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana);
11h00: Prelim UoM Inflation Expectations (mede a porcentagem que os consumidores esperam do preço dos bens e serviços nos próximos 12 meses);
17h00 - TIC Long-Term Purchases (mede o nível de investimento estrangeiro e nacional nos EUA);

Observação: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atenção para o horário da disponibilização dos dados desse relatório.

Haramoto

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