Petróleo Dispara e os Destaques da Semana

Petróleo Dispara e os Destaques da Semana

Órama  | 20.09.2019 13:28

Panorama Semanal de 16 a 20 de setembro*

Alta da cotação do petróleo, após ataque à Arábia Saudita, corte da Selic para marca histórica no Brasil e nova redução nos juros americanos: estes foram os destaques da semana.

A maior alta do petróleo em mais de uma década – desde o furacão Katrina – foi consequência de um ataque que afetou a produção na Arábia Saudita. Com temor de corte prolongado na oferta, a cotação disparou cerca de 15%. O ataque vem sendo atribuído ao Irã, e os Estados Unidos anunciaram que adorarão novas sanções contra o Irã. Há forte tensão na região, com ameaças de guerra.

A Petrobras (SA:PETR4) aumentou o preço do diesel (4,2%) e da gasolina (3,5%) nas refinarias.

No Oriente Médio, destaque também para as eleições israelenses, o segundo pleito em 5 meses. O bloco do primeiro ministro Benjamin Netanyahu, de direita, não alcançou o número de cadeiras necessárias no Parlamento para formar um novo governo. Ele propôs a Benny Gantz, cujo grupo teve direito a duas cadeiras a mais, que formassem um governo de coalizão. Gantz, ao centro, rejeitou.

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) cortou os juros pela segunda vez desde julho, para o intervalo entre 1,75% e 2% ao ano. Em paralelo, o Fed vem injetando bilhões de dólares no sistema monetário do país. O intuito é manter a economia aquecida. Uma das preocupações dos EUA é a guerra comercial travada com a China, que voltou ao radar esta semana, após avaliações de que não haverá acordo para evitar a aplicação de sobretaxas às importações.

No Brasil, o Copom também reduziu a Selic. A taxa básica de juros da economia caiu para 5,5% ao ano, com expectativas de que haja mais cortes até o fim deste ano.

E está dando o que falar a operação da PF que atingiu o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra – que teria recebido propina durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. A ação é vista como uma espécie de retaliação da Polícia Federal às interferências do presidente Jair Bolsonaro no órgão.

Em Washington, o ministro Ricardo Salles afirmou que o BID criará um fundo para a Amazônia – a região será tema na semana que vem de encontro na ONU, onde é esperada a participação de Bolsonaro.

Por aqui, outras notícias com repercussão na economia e na política foram: proposta de congelar o salário mínimo, que o governo descartou depois; aprovação, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, de acordo que destina R$ 2,6 bi da Lava-Jato para Educação e Amazônia; saída de Raquel Dodge do MPF; recuo do Senado em projeto que reduzia a transparência nas campanhas eleitorais.

No pregão desta quinta-feira, a cotação do dólar encerrou em alta de 1,43%, a R$ 4,162. O Ibovespa, que, devido ao corte nos juros, estava subindo e se encontrava ao redor dos 106 mil pontos ao longo do dia, recuou e fechou em queda de 0,18%, aos 104.339 pontos, influenciado pelo desempenho ruim das bolsas dos EUA.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 20/9, às 8h.

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