Saiba Por Que Será Mais Difícil para o S&P 500 Romper Novamente o Patamar de 2.800

Saiba Por Que Será Mais Difícil para o S&P 500 Romper Novamente o Patamar de 2.800

Investing.com  | 11.03.2019 08:07

O S&P 500 iniciará a semana de negociação apenas 2,03% abaixo do nível de 2800. Mas esse não é o patamar onde muitos analistas esperavam que o índice de referência norte-americano estivesse depois de atingir aquele pico, no início da semana passada.

Na última segunda-feira, a expectativa era que o SPX estivesse neste momento sendo negociado acima daquele nível psicológico e indo em direção a novas máximas. O S&P atingiu a resistência de 2.800 quatro vezes entre 17 de outubro e 25 de fevereiro, mas retrocedeu após cada tentativa. Um sólido movimento acima dos 2.800 sinalizaria uma possível valorização maior, podendo inclusive renovar as máximas históricas.

SPX Semanal 2016-2019

No entanto, o índice fechou o pregão de sexta-feira de forma instável, desvalorizando-se 0,21%, seu pior desempenho semanal até agora em 2019, depois que uma sequência de cinco dias de perdas que o fizeram cair 2,15%. O Dow e o NASDAQ Composto também recuaram em todos os dias da semana passada, finalizando a semana com uma desvalorização de 2,2% e 2,46%, respectivamente.

Diante disso, qual é a probabilidade de vermos um rompimento daquele importante patamar nesta semana? Afinal, uma sequência de cinco dias de perdas ou mais não ocorre com tanta frequência. Mais raro ainda é ver uma queda conjunta das três principais médias por cinco dias seguidos ou mais.

A última vez em que isso aconteceu foi nove dias antes da eleição presidencial de 2016. Mas, depois disso, o S&P disparou 41% até o topo de 2.941 em setembro. Esse rali ocorreu por uma aposta de Wall Street de que o presidente dos EUA, Donald Trump, faria um enorme corte nos impostos corporativos.

Desta vez, porém, a situação pode ser bastante diferente, em razão do cenário político e econômico.

As vendas da semana passada ocorreram principalmente por causa da insatisfação dos investidores, alimentada por preocupações com a falta de detalhes sobre as tratativas comerciais entre EUA e China, depois de diversas informações de que um acordo era iminente. Para piorar essas preocupações econômicas, o Banco Central Europeu anunciou um pacote de estímulo para ajudar as economias que enfrentam dificuldades na União Europeia. Nos Estados Unidos, o fraco relatório de empregos divulgado na sexta-feira foi mais uma surpresa negativa, em conjunto com dados econômicos mistos durante a semana.

Mesmo assim, ainda que um acordo comercial tivesse trazido certa animação, as forças internas que recentemente ajudaram a conter os ganhos do mercado desde a queda do Natal contam uma história diferente, pois aumentaram a volatilidade e pesarão sobre os mercados.

A começar pela velocidade da recuperação. Entre a mínima de 26 de dezembro e sua máxima intradiária de 25 de fevereiro, o Dow subiu 21%. O S&P 500 e o NASDAQ valorizaram-se 20% e 23,5%, respectivamente, quando cada um atingiu suas máximas no início da última segunda-feira, graças a notícias de que um acordo comercial estava a caminho.

Para fins de comparação, o S&P 500 levou todo o ano de 2017 para registrar um ganho de 19%.

A velocidade do repique foi tal que, no início da segunda metade de fevereiro, os indicadores técnicos, especificamente os índices de força relativa, começavam a sinalizar que a grande recuperação era exagerada. Esses indicadores influenciam os programas computadorizados de negociação, que agora dominam os mercados acionários, alimentando os dados de momentum para que ordens de compra ou venda sejam roboticamente emitidas em condições específicas.

Na última semana, houve uma inundação de ordens de venda. Ao mesmo tempo, ações importantes, que contribuíram significativamente para o rali do mercado na última primavera, continuaram enfrentando dificuldades.

A Apple (NASDAQ:AAPL) pode ter se valorizado quase 10% neste ano, mas ainda está 25% abaixo da sua máxima histórica de US$ 233,47, atingida em 3 de outubro de 2018. A Amazon (NASDAQ:AMZN) está cerca de 20% abaixo do seu pico histórico de US$ 2.050,50, atingido em 4 de setembro. O Facebook (NASDAQ:FB) caiu 21% desde o pico de 25 de julho, de US$ 218,62. E a Alphabet (NASDAQ:GOOG), empresa controladora do Google (NASDAQ:GOOGL), está quase 10% distante do seu pico de US$ 1.273,89 registrado em 27 de julho.

Entretanto, algumas ações estão registrando novas máximas. Desde a última segunda-feira, porém, o Dow não estabeleceu novas máximas depois que a Merck (NYSE:MRK) e a Nike (NYSE:NKE) se desvalorizaram.

A Boeing (NYSE:BA), apesar da alta de 30% neste ano e ainda ter o melhor desempenho do Dow, atingiu sua máxima histórica de US$ 446,01 em 1 de março, mas agora despencou, pressionada pela queda do avião 737 Max de uma companhia aérea etíope. O acidente, que é o segundo desse modelo de aeronave em cerca de quatro meses, matou 157 pessoas a bordo.

Na quarta-feira, a única ação do NASDAQ 100 a atingir a máxima de 52 semanas foi a Starbucks (NASDAQ:SBUX). Na quinta-feira, apenas a Dollar Tree (NASDAQ:DLTR) e a Xcel Energy (NASDAQ:XEL), empresas do setor elétrico da região central e ocidental dos EUA, tiveram essa honra. Na sexta-feira, foram apenas a Dollar Tree e a Cadence Design Systems (NASDAQ:CDNS).

As economias não estão cambaleando como em 2008. Portanto, o mal-estar que vimos na semana passada não deve ser visto como um sinal de uma futura tempestade de mercado. Mesmo assim, se o S&P romper de fato os 2.800 e houver perspectiva de novas máximas de mercado, isso provavelmente acontecerá na primavera nos EUA, antes do início do pessimismo do verão. Obviamente, isso dependerá da geopolítica – em especial, de um acordo comercial substancial –, bem como da economia mundial.

Mas a matemática que rege os mercados também sugere fortemente que uma grande e rápida valorização produzirá outra grande e intensa correção.

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