Se não Houver Surpresas, Selic a 5,50% e Taxa nos EUA entre 1,75% e 2,00%

Se não Houver Surpresas, Selic a 5,50% e Taxa nos EUA entre 1,75% e 2,00%

Fabio Louzada  | 18.09.2019 07:46

Bom dia Investidores,

Ontem o Ibovespa subiu 0,90% e chegou aos 104.616 pontos, o giro financeiro foi de R$ 15,8 bilhões.

O mercado aguarda a super quarta hoje, esperando um corte 0,5 ponto percentual na Selic, às 18hrs e um corte 0,25 ponto percentual pelo FED às 15h00. Tudo indica que não haverá surpresa e o mercado deve aguardar as sinalizações dos BCs para as próximas etapas do ciclo de redução das taxas de juros e de lançamento de outros instrumentos de flexibilização monetária.

No Brasil por exemplo, muitos já preveem Selic abaixo de 5,00% para o final de 2019, é o caso de Santander e Bradesco, por isso, é importante além do corte de juros, uma sinalização do BC de que vai manter o ritmo de incentivo até o final do ano.

Outro motivo que fez as bolsas subirem ontem foi Trump afirmando que um acordo comercial com a China pode sair em breve.

Já o preço do barril de petróleo, principal assunto da véspera, foi minimizado pela atuação da Arábia Saudita, que irá repor o que perder de sua produção, ou seja, vai garantir o restabelecimento da oferta integral de petróleo até o final do mês, reduzindo os preços e dando mais tranquilidade ao mercado e principalmente as pressões inflacionárias.

Como assim pressões inflacionárias? Com o petróleo em alta, a tendência era de um aumento no nível geral de preços, o que poderia gerar uma preocupação dos BCs em reduzir taxa de juros, lembrando que a principal função de um BC é garantir o poder de compra da moeda, por isso se o preço do barril de petróleo continuasse em alta, os BCs poderiam não cortar juros, com medo da inflação subir acima da meta estipulada, porém esse medo encerrou com a atuação dos sauditas.

Porém, a queda do preço do barril de petróleo derrubou as ações da Petrobras (SA:PETR4) que tinham disparado na véspera. Soma-se a isso, a incerteza dos investidores em relação à atuação da Petrobras nesse cenário, que pode ter sido influenciado pelo governo para não reajustar os preços dos combustíveis, de qualquer forma, os preços estão acomodados. As ações recuaram 1,32%.

Já a Vale (SA:VALE3) se recuperou da queda da véspera, subindo 0,64%.

Os bancos voltaram a subir em bloco, com o Bradesco (SA:BBDC4) subindo 2,66%, o Banco do Brasil (SA:BBAS3) subindo 1,39%, o Santander (SA:SANB11) subindo 1,34% e o Itaú (SA:ITUB4) subindo 0,36%. Já o Banco Inter (SA:BIDI4) recuou 0,98%.

As três maiores altas de ontem foram de MRV (SA:MRVE3), que teve ganhos de 7,12% após anunciar a interrupção do processo para investir na norte-americana AHS Residential e irá ouvir os acionistas. Já a Gol (SA:GOLL4) se recuperou da queda da véspera, com os preços do petróleo voltando a cair e exercendo menos pressão nos preços dos combustíveis. As ações da Gol subiram 5,55%. E a IRB Brasil(SA:IRBR3) subiram 5,35%.

Na parte de baixo, as piores quedas foram da Petrobrás caindo 1,54%, da BR Distribuidora (SA:BRDT3) perdendo 1,34% e do Pão de Açúcar (SA:PCAR4) cedendo 1,32%.

Marfrig (SA:MRFG3) segue como maior alta do mês, subindo 18,80%, acompanhada de Suzano (SA:SUZB3) com alta de 17,26%. Na parte de baixo, as piores queda de setembro são de Via Varejo (SA:VVAR3), caindo 9,83%, e Cyrela (SA:CYRE3), perdendo 9,37%.

Ontem foi um dia bastante positivo, com apenas 13 ações fechando no campo negativo.

Indo para o dólar, a moeda recuou 0,29%, fechando a R$ 4,07, a espera de um corte na taxa de juros norte-americana, caso esse corte não ocorra, o dólar pode voltar a disparar. Já o euro subiu 0,31%, a R$ 4,52.

Os DIs seguem sua trajetória de baixa, com a tendência de queda na taxa de juros. O DI jan 2021 recuou de 5,27% para 5,21%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,97% para 6,84%.

As taxas dos títulos do Tesouro caíram bastante, a NTN-B Principal 2024 recuou de IPCA + 2,94 para IPCA + 2,84%, a NTN-B 2026 caiu de IPCA + 3,09% para IPCA + 3,00%. A LTN 2022 caiu de 5,90% para 5,75%, enquanto a NTN-F 2029 caiu de 7,30% para 7,14%.

Na agenda hoje, além do Copom às 18hrs, teremos IPC-Fipe às 5hrs, IGP-M às 8hrs e o fluxo cambial semanal às 14h30.

Indo para os Estados Unidos, o dia foi de alta, com a aproximação de um acordo comercial com a China, além da previsão de corte na taxa de juros dos EUA para a faixa entre 1,75% e 2,00%.

O Dow Jones subiu 0,13%, o S&P500 subiu 0,26% e o Nasdaq subiu 0,40%.

Os títulos do tesouro norte-americano fecharam em queda também, a espera da decisão do FED. A T-Bill para três meses se manteve em 1,94%, porém o T-Note para 10 anos recuou de 1,84% para 1,80%, enquanto o T-Bond para 30 anos recuou de 2,37% para 2,27%.

Os índices futuros da bolsa americana estão em leve queda, não indicando ainda nenhuma tendência na abertura.

Na agenda por lá, teremos além da decisão do FED, às 15h30, os dados das construções de moradias iniciadas nos EUA em agosto, às 9h30.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta, com o Euro Stoxx subindo 0,06% com Frankfurt subindo 0,06%, Londres subindo 0,08% e Paris subindo 0,05%. Na Ásia as bolsas fecharam em direções mistas, com Tóquio caindo 0,18%, Xangai subindo 0,25%, Hong Kong caindo 0,13% e Seul subindo 0,41%.

O preço do barril de petróleo despencou com a atuação dos sauditas, garantindo a oferta de petróleo. O WTI caiu 5,66%, a US$ 59,34 e o Brent recuou 6,48%, a US$ 64,55.

O contrato de 250g de ouro, OZ1D, caiu 1,39%, enquanto as criptomoedas, estão em alta nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,04%, a Ethereum subindo 7,36% e a Ripple subindo 12,81%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,12% e teve como maior alta o FII Presidente Vargas(PRSV11) com alta de 2,61% e como maior baixa o FII Hotel Maxinvest(HTMX11) com queda de 1,71%.

Ótima quarta e bons negócios!

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Fabio Louzada

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