Vale a Pena Inserir Ações da Apple em sua Carteira Pós-Pandemia?

Vale a Pena Inserir Ações da Apple em sua Carteira Pós-Pandemia?

Investing.com  | 25.11.2020 09:12

Publicado originalmente em inglês em 25/11/2020

As ações da Apple (NASDAQ:AAPL) (SA:AAPL34) estão mostrando sinais de pico. Depois de uma forte corrida até o início de setembro, a fabricante do iPhone apresenta desempenho inferior ao de outras grandes empresas de tecnologia, em meio a incertezas com seu crescimento no mundo pós-pandemia.

Esse movimento de três meses de queda ocorre depois que a Apple se tornou a primeira empresa americana a ultrapassar US$ 2 trilhões em capitalização de mercado em agosto. Desde então, suas ações se desvalorizaram 17%, fechando ontem a US$ 115,17.

Nos últimos três meses, o índice Nasdaq repleto de empresas de tecnologia subiu cerca de 5%, enquanto a Apple caiu mais de 8%. 

Apple - Gráfico de 1 ano

Uma grande preocupação com as ações da Apple é se a empresa se beneficiará da possível recuperação econômica após o desenvolvimento bem-sucedido de vacinas, capazes de fazer a economia global voltar à normalidade até meados do ano que vem.

A Apple se beneficiou bastante durante a pandemia, graças ao aumento das vendas de laptops e iPads, que compensaram a forte queda nas vendas de iPhones, seu principal produto. Em outubro, a empresa sediada na Califórnia registrou uma queda de 21% na receita proveniente das vendas de iPhones no trimestre encerrado em setembro. Contudo, excluindo os telefones, a receita disparou 25% em comparação com o ano passado, graças às vendas de computadores Mac, que atingiram o recorde de US$ 9 bilhões.

Alguns analistas de Wall Street consideram que esse lento ciclo de crescimento do iPhone se prolongará em 2021, quando acabar o boom de produtos para ficar em casa. Rod Hall, analista do Goldman Sachs reduziu seu preço-alvo da Apple de US$ 80 para US$ 75 e afirmou que a empresa não deve ver um grande salto na demanda de iPhones, apesar do lançamento dos modelos habilitados para 5G.

O comentário recente da Apple “aponta para um ciclo mais fraco dos iPhones 5G do que havíamos previsto e do que o 'superciclo' esperado pelo consenso", escreveu.

A Apple geralmente lança novos modelos do iPhone em setembro, dando um considerável impulso às vendas no 4º tri. Mas houve um atraso nesse ciclo de produção devido aos transtornos de oferta causados pela pandemia de covid-19. A Apple lançou seus modelos habilitados para 5G após 15 de outubro, quando os EUA e países europeus estavam mergulhados na segunda onda do coronavírus.

Narrativa altista

Mas se a Apple conseguir retomar o crescimento do iPhone no atual trimestre, reavivará a narrativa altista de alguns analistas, que acreditam que o preço competitivo dos novos modelos – que passaram pela primeira grande renovação de design em três anos – e a atratividade da maior velocidade de conexão podem fazer com que os usuários atualizem seus aparelhos.

Mesmo com um difícil ambiente para as vendas de iPhone e à intensidade da segunda onda da pandemia, ainda há muitas razões para acreditar que as ações da Apple não vão perder seu brilho durante a retomada econômica. A empresa tem muita munição disponível para lidar com os diferentes ciclos econômicos e para manter a continuidade do seu crescimento.

Andrew Uerkwitz, analista da Oppenheimer, reiterou, em nota recente, a classificação de “outperform” (acima da média do mercado) e definiu o preço-alvo de US$ 125 para a Apple depois que a companhia revelou o M1, seu processador desenvolvido internamente e integrado ao sistema, que virá instalado nas futuras gerações do MacBook e produtos Mac Mini.

“O M1 integra a CPU e a GPU, além de outros blocos funcionais, para permitir um aprendizado de máquina mais rápido e aumentar a segurança do hardware”, escreveu.

“A arquitetura uniforme nos hardwares da Apple permitirá que os desenvolvedores ampliem seu alcance e forneçam uma experiência de software mais homogênea em diferentes aparelhos”.

Além dessas atualizações de hardware, os serviços da Apple também estão ganhando força, como os aplicativos de vídeo e exercícios físicos, que podem ser usados em mais de 900 milhões de iPhones ao redor do mundo. As vendas de serviços mais do que dobraram no ano fiscal de 2019 em relação aos cinco anos anteriores. Elas cresceram 16% no último trimestre, para US$ 14,5 bilhões.

Resumo

As ações da Apple devem continuar apresentando baixo desempenho durante o quarto trimestre, já que os investidores esperam para ver como os consumidores responderão aos últimos modelos do iPhone durante o crucial período de festas de fim de ano. Recomendamos que os investidores de longo prazo comprem ações da Apple diante de qualquer sinal de fraqueza, já que a companhia está bem posicionada para se beneficiar da recuperação econômica pós-pandemia, graças à sua constante inovação e boa oferta de serviços.

 

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Ricardo Mello
Ricardo Mello

Realidade !!!Ser a maior nao quer dizer ser a melhor.Apple muito longe disso. Em outubro a Nasdaq com 11.600 pontos a acao valia 123,00. Atualmete a esta acima fos 12.000 pontos e a acao vale 116,17. Pra ficar ruim ela tem que melhorar muito, ja que de considera a maoir.  ... (Leia Mais)

26.11.2020 12:27 GMT· Responder
Vicente Blanco
Vicente Blanco

Outra coisa nao se compra uma empresa no pico e sim quando cae, por isso a Apple é a bdr mais interessante do momento.  ... (Leia Mais)

26.11.2020 12:21 GMT· Responder
Vicente Blanco
Vicente Blanco

Tesla só subiu pois despencou muito, a tesla nao da lucro a qq momento cai de novo, uma empresa vale mais que a toyota e nao da lucro, imagina quando quem investir ver nao tem retorno, enquanto isso apple sempre da lucro, nao é a toa warren buffet tem 50 por cento da sua fortuna na marca. Se contar o crescimento de outros segmentos streming que apple e disney estão entrando e tirando mercado da netflix e amazon  ... (Leia Mais)

26.11.2020 12:19 GMT· Responder
juan manuel garcia
juan manuel garcia

Maior mico dos Bdrs. Só cai, enquanto a tesla ,tão criticada, tá um foguete. Vai atrás de analistas pra ver.   ... (Leia Mais)

26.11.2020 05:11 GMT· Responder
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