Governadores apóiam veto a reajuste e Bolsonaro anuncia para breve sanção de ajuda a Estados

Governadores apóiam veto a reajuste e Bolsonaro anuncia para breve sanção de ajuda a Estados

Reuters  | 21.05.2020 12:30

Governadores apóiam veto a reajuste e Bolsonaro anuncia para breve sanção de ajuda a Estados

BRASÍLIA (Reuters) - Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, a maioria dos 27 governadores pediram o veto à possibilidade de reajuste salarial a categorias de servidores públicos, corroborando a intenção do governo federal de não manter a autorização aprovada pelo Congresso, enquanto o presidente anunciou que pretende sancionar a ajuda a Estados e municípios o mais breve possível.

A proposta que dá um aporte de 60 bilhões de reais para Estados e municípios fazerem frente à crise provocada pela pandemia de Covid-19 foi aprovada no início de maio pelo Legislativo com permissão para reajustes de algumas categorias, com apoio do presidente. No entanto, com a resistência da equipe econômica liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro voltou atrás.

No encontro desta quinta, onde estavam também os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro pediu aos governadores e recebeu o apoio ao veto.

"Então aqui, nesse projeto, o que a gente pede apoio aos senhores é a questão da manutenção de um veto muito importante, que foi largamente discutido, que atinge parte dos servidores públicos", disse.

O projeto prevê a proibição de reajustes aos servidores até 31 de dezembro de 2021. Bolsonaro alegou que várias medidas foram analisadas, incluindo um desconto de 25% nos salários dos funcionários públicos, mas a proibição dos reajustes seria um remédio "menos amargo".

"Em comum acordo com os Poderes, nós chegamos à conclusão de que, congelando a remuneração, os proventos também dos servidores até o final do ano que vem, esse peso seria menor, mas de extrema importância para todos nós. É bom para o servidor, porque o remédio é menos amargo, mas é de extrema importância para todos os 210 milhões de habitantes", afirmou.

Chamado a falar pelos governadores, o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), informou que a maioria dos governadores não apenas concordava, mas pedia o veto.

"A maioria dos governadores entende importante o veto do artigo dos aumentos salariais. É impossível darmos aumentos salariais nesse momento, esse veto é fundamental", disse Azambuja.

Os governadores pediram ainda que a primeira parcela do pagamento seja feita até o dia 31 de maio, o que nem o presidente nem o ministro da Economia, Paulo Guedes - que estava presente - garantiram que aconteceria.

Bolsonaro se comprometeu a sancionar a proposta "o mais breve possível". O presidente chegou a mencionar a sanção ainda nesta quinta, mas foi alertado pelo presidente do Senado que ainda existiam questões técnicas que precisam ser resolvidas antes. Uma delas, é o decreto de contratação de servidores da Polícia Rodoviária Federal, que precisaria sair antes da sanção.

"Isso será sancionado o mais rápido possível acertando pequenos ajustes técnicos que estão aí na iminência de serem solucionados", disse o presidente.

BANDEIRA BRANCA

Ao contrário da reunião anterior, que terminou em bate-boca entre Bolsonaro e João Doria (PSDB), governador de São Paulo, o encontro desta quinta, também em videoconferência, teve tom mais amistoso e respeitoso, em que os governadores e os presidentes da Câmara e do Senado fizeram questão de ressaltar a necessidade de uma atuação conjunta de todos.

As medidas de isolamento social para conter a propagação do coronavírus adotadas por gestores locais, criticadas por Bolsonaro e motivo de atrito frequente entre ele e os governadores, não foram discutidas na reunião desta quinta.

"Chegou a hora de todos levantarmos a bandeira branca, porque estamos em uma guerra e na guerra todos perdem", disse o presidente do Senado. "Temos que ter a consciência que essa é uma crise sem precedentes e no futuro seremos cobrados pelas atitudes que tomarmos."

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo, ressaltou ainda a necessidade de todos trabalharem em conjunto durante a epidemia e chegou a propor a criação de uma coordenação com representantes dos três Poderes, de governadores e prefeitos, para enfrentar a pandemia.

"O que nós de fato não precisamos é de uma crise política. Já estamos vivendo três crises, não precisamos da crise política. Então por isso saúdo o presidente da República por ter tomado a iniciativa de nos convidar para participarmos desse ato", disse.

© Reuters. .

Adversário aberto de Bolsonaro, Doria foi também contido nos comentários. Ressaltou a necessidade do veto aos reajustes e afirmou que "a existência de uma guerra coloca todos em derrota" e é preciso união.

Apesar do tom ameno, pouco antes de chegar para a reunião, Bolsonaro havia criticado novamente os governadores. Em conversa com apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, afirmou que era preciso olhar para onde o país estava indo "com essas pessoas", e completou:

"Imaginem uma pessoa do nível dessas autoridades estaduais na Presidência da República, o que teria acontecido com o Brasil já."

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Igor Ruiz
Igor Ruiz

lógico que vai vetar agora é mais interessante para governo que precisa do dinheiro. lá na frente eles vão dar uma rasteira no boso kkkkkkkkkk   ... (Leia Mais)

21.05.2020 18:38 GMT· Responder
Cícero RP
Cícero RP

Mais uma vez a população vai pagar os gastos soberbos e infames com funcionalismo público, político, judiciário e militar, além dos desvios, subornos e superfaturamentos em diversas áreas, como agora na crise sanitária!  ... (Leia Mais)

21.05.2020 18:33 GMT· Responder
henrique casati
henrique casati

Pq não usam o fundo bilionário das eleições?? pq não cortam seus auxílios?  ... (Leia Mais)

21.05.2020 17:46 GMT· Responder
Ederaldo Semioni
Ederaldo Semioni

Os políticos não mudaram em nada com esse vírus,,, não cortaram despesas, mto menos salários, penduricalhos, gastos com a máquina, com paletó,,, só vi aumentar a corrupção e a cara de pau da craaasse política,, quem vai pagar essa naba e tomar no t ba, e os empresários e os empregados,,,,tá dito,,,,  ... (Leia Mais)

21.05.2020 17:30 GMT· Responder
Fernando Borelli
Fernando Borelli

O Brasil tem 5.944 municípios. Até ontem, 2.606 tinham mais que 19 casos e 3.339 menos de 1 caso. Por que prefeitos fecham o comércio nestes municípios???  ... (Leia Mais)

21.05.2020 15:41 GMT· Responder
edson eight
edson eight

acho que tá na hora desse povo brasileiro respeitar a opinião dos outros tá todo mundo no mesmo barco,"""parem de querer ser o dono da razão""  ... (Leia Mais)

21.05.2020 15:35 GMT· Responder
Elson Silva
Elson Silva

Nós apoiamos o presidente Bolsonaro, mais uma vez o presidente está certo! O empregado do setor privado teve salário reduzido, e corre um risco enorme de perder o emprego. E os empregados do setor público? Não correm risco de perder o emprego (tem estabilidade), e não tiveram salário reduzido, E AINDA QUER AUMENTO? À CUSTA DO SACRIFÍCIO DA POPULAÇÃO? Dos mesmos que tiveram o salário reduzido, e dos mesmos que podem perder o emprego?  ... (Leia Mais)

21.05.2020 15:25 GMT· Responder
Maikel
Maikel

Governadores e Prefeitos se usando do Covid para fazer política, não todos é claro. Ficamos estagnado 16 anos com outros governos e a quem diz fizeram alguma coisa, mas fizeram sim para quem acha que esmola é fazer.   ... (Leia Mais)

21.05.2020 15:23 GMT· Responder
Lucas At
Lucas At

os governadores nao trabalham, mas o presidente sim  ... (Leia Mais)

21.05.2020 15:11 GMT· Responder
HAMILTON PORTILHO GUIMARAES
HAMILTON PORTILHO GUIMARAES

O presidente mostrou q está fazendo tudo pelo Brasil, apesar dos ataques para derrubá-lo. Agora vamos ver o q os governadores vermelhos irão fazer. Está na hora de parar de jogar contra e recuperar o país, deixa as brigas para eleição.  ... (Leia Mais)

21.05.2020 15:05 GMT· Responder
Flavioyt
Flavioyt

Concordo, os servidores ja tem a estabilidade, so e demitido por justa causa. Entendo tb que ha, servidores e servidores, na qual a variação salarial e bem descrepante dependendo da funcao. Mas, nao da p/ aumentar um e deixar outro de lado.  ... (Leia Mais)

21.05.2020 14:49 GMT· 2 · Responder
Marcio Xavier
Marcio Xavier

dar dinheiro pra estador é o mesmo que investir dinheiro numa corretora onde o CEO é o Eiki Batista, 20% pra população e 80% pro amigos do rei, mas se ele vetar vão dizer que está matando a população, política é F#=€®¥¢^^  ... (Leia Mais)

21.05.2020 14:47 GMT· Responder
Pedro Misc
Pedro Misc

Eles estão comprando respiradores a 250k, tem projetos de 1k e o valor médio nacional é 20k. As antas somos nós com esse ralo inútil de dinheiro público, vai tudo pro lixo igual a copa do mundo e a olimpíada do Rio.  ... (Leia Mais)

21.05.2020 14:41 GMT· Responder
Ricardo Gomes
Ricardo Gomes

Bravo MITOOOOO!!!  ... (Leia Mais)

21.05.2020 14:39 GMT· Responder
Reinaldo Nunes de Oliveira
Reinaldo Nunes de Oliveira

Top louco essa Anta. pelo menos uma dentro tem que dar.  ... (Leia Mais)

21.05.2020 14:35 GMT· 1 · Responder
oEspantaTubarões
oEspantaTubarões

isso é bom, porém alguns milhõesZinhos vai ser desviados, por prefeitos e governadores  ... (Leia Mais)

21.05.2020 14:18 GMT· Responder
Miguel Lucena
Miguel Lucena

esse nosso presidente é top  ... (Leia Mais)

21.05.2020 14:17 GMT· Responder
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