Moedas: DXY recua à mínima desde abril de 2022 e euro sobe acima de US$ 1,11

Estadão Conteúdo

Publicado 12.07.2023 18:29

Correção: Moedas: DXY recua à mínima desde abril de 2022 e euro sobe acima de US$ 1,11

Att. Srs. Assinantes,

A nota publicada anteriormente continha uma incorreção no primeiro parágrafo. Ao contrário do que constava, o índice DXY tocou menor valor desde abril de 2022, não em três meses. Segue versão corrigida:

O dólar hoje operou hoje sob forte pressão de baixa, com o índice DXY atingindo menor nível desde abril de 2022 e o euro voltando à marca de US$ 1,11 pela primeira vez desde março de 2022. O movimento foi impulsionado pela desaceleração na inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que reduziu expectativas por mais {aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) até o final do ano.

Por volta das 17h (de Brasília), o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em queda de 1,19%, a 100,521 pontos, após consolidar menor nível desde abril de 2022 na mínima intraday de 100,511 pontos.

Após abrir em queda, o dólar amargou perdas ante outras divisas ao longo do pregão, à medida que investidores digeriam dados sobre a inflação americana. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços do consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 3,0% em junho e o núcleo subiu 4,8%, ambos na taxa anual e abaixo das expectativas de 3,1% e 5,0%, respectivamente, de analistas consultados pelo Projeções Broadcast.

Ainda no radar, o presidente da distrital do Fed de Richmond, Thomas Barkin, ressaltou o compromisso dos dirigentes em retornar a inflação à meta de 2% e observou que os preços crescem de maneira muito eleva nos Estados Unidos, de acordo com reportagem da Bloomberg.

Entre analistas, o consenso parece ser de que o arrefecimento nos preços não mudará os planos do Fed de elevar os juros em 25 pontos-base (pb) em julho. Contudo, o dado aumenta as exigências para nova alta em setembro, que "poderia ser adiada para novembro", avalia o Citi.

O mercado também manteve apostas para nova alta de 25 pb em julho, a faixa de 5,25% a 5,50%. Conforme ferramenta de monitoramento do CME Group, esta probabilidade era de 94,9% no horário citado. Porém, a precificação de mais elevações nos juros até dezembro diminuiu, em movimento que reforçou a chance majoritária (59,9%) de que a faixa de a faixa de 5,25% a 5,50% seja mantida até o final do ano.

Assim, moedas europeias se beneficiaram do diferencial nas expectativas de juros entre os Estados Unidos e a Europa, com mercados precificando que o Banco Central Europeu (BCE) manterá política restritiva por mais tempo, segundo o Convera. Este cenário elevou o euro ao seu maior nível desde março de 2022. No horário citado, o euro subia a US$ 1,1142 e a libratinha alta a US$ 1,2993.

Abaixe o App
Junte-se aos milhões de investidores que usam o app do Investing.com para ficar por dentro do mercado financeiro mundial!
Baixar Agora

O dólar recuava a 138,40 ienes, em meio a especulações de que o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) poderá reajustar sua política de controla da curva de juros na reunião de política monetária de 28 de julho. De acordo com o ING, as expectativas crescem principalmente sobre a possibilidade de ajustes na faixa-alvo do título japonês (JGB) de 5 anos, o que considera um "pequeno passo" rumo a normalização das políticas. Para o Deutsche Bank, as especulações são responsáveis por levar o iene aos seus maiores níveis em cerca de dois meses.

Além disso, o dólar tinha queda a 1,3191 dólares canadenses, após o Banco do Canadá (BoC, na sigla em inglês) elevar suas taxas de juros em 25 pb, a 5,0%. Em relatório, o ING aponta que o movimento era amplamente esperado e sugere que será necessário um "significante arrefecimento" na atividade econômica e na inflação para impedir uma nova alta em setembro, o que poderia apoiar uma quebra do dólar abaixo de 1,30 dólares canadenses.

Negociar instrumentos financeiros e/ou criptomoedas envolve riscos elevados, inclusive o risco de perder parte ou todo o valor do investimento, e pode não ser algo indicado e apropriado a todos os investidores. Os preços das criptomoedas são extremamente voláteis e podem ser afetados por fatores externos, como eventos financeiros, regulatórios ou políticos. Negociar com margem aumenta os riscos financeiros.
Antes de decidir operar e negociar instrumentos financeiros ou criptomoedas, você deve se informar completamente sobre os riscos e custos associados a operações e negociações nos mercados financeiros, considerar cuidadosamente seus objetivos de investimento, nível de experiência e apetite de risco; além disso, recomenda-se procurar orientação e conselhos profissionais quando necessário.
A Fusion Media gostaria de lembrar que os dados contidos nesse site não são necessariamente precisos ou atualizados em tempo real. Os dados e preços disponíveis no site não são necessariamente fornecidos por qualquer mercado ou bolsa de valores, mas sim por market makers e, por isso, os preços podem não ser exatos e podem diferir dos preços reais em qualquer mercado, o que significa que são inapropriados para fins de uso em negociações e operações financeiras. A Fusion Media e quaisquer outros colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo não são responsáveis por quaisquer perdas e danos financeiros ou em negociações sofridas como resultado da utilização das informações contidas nesse site.
É proibido utilizar, armazenar, reproduzir, exibir, modificar, transmitir ou distribuir os dados contidos nesse site sem permissão explícita prévia por escrito da Fusion Media e/ou de colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo. Todos os direitos de propriedade intelectual são reservados aos colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo e/ou bolsas de valores que fornecem os dados contidos nesse site.
A Fusion Media pode ser compensada pelos anunciantes que aparecem no site com base na interação dos usuários do site com os anúncios publicitários ou entidades anunciantes.

Sair
Tem certeza de que deseja sair?
NãoSim
CancelarSim
Salvando Alterações