ABERTURA: Ibov futuro abre em baixa com Copom e EUA-China sob radar; dólar estável

ABERTURA: Ibov futuro abre em baixa com Copom e EUA-China sob radar; dólar estável

Investing.com  | 29.10.2019 09:33

ABERTURA: Ibov futuro abre em baixa com Copom e EUA-China sob radar; dólar estável

Investing.com - O Ibovespa Futuros abriu em baixa de 0,12% a 108.515 pontos nesta terça-feira (29) na B3, o que indica uma sessão de realização de lucros para o Ibovespa após atingir máxima histórica no pregão anterior. Já o dólar opera com estabilidade, leve alta de 0,12% a R$ 3,9958, após voltar a ser negociado abaixo de R$ 4, o que não acontecia desde meados de agosto. Às 09h31, as perdas do índice diminuíram para uma queda de 0,04%, com o dólar sendo negociado sob o mesmo valor.

No radar dos investidores, continua a atenção novidades das negociações comerciais entre EUA-China, a eterna novela do Brexit, as apostas de política monetária no Brasil e nos EUA e a continuação da divulgação de resultados de empresas listadas na bolsa local e no exterior, especialmente em Wall Street.

Cena doméstica

- Temporada de balanços

As empresas listadas na B3 continuam divulgando seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2019. O destaque de hoje é a apresentação do balanço do Magazine Luiza (SA:MGLU3) após o fechamento do mercado. Também divulgam os resultados hoje Cielo (SA:CIEL3), Duratex (SA:DTEX3), Ecorodovias (SA:ECOR3), Multiplan (SA:MULT3), Raia Drogasil (SA:RADL3) e Smiles (SA:SMLS3).

- Política monetária

A reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se inicia nesta terça-feira. O consenso do mercado é que novos cortes serão realizados, com a maioria dos analistas apostando em uma redução da taxa Selic de 0,50 ponto percentual, para 5% ao ano, a menor taxa da história recente. Embora haja economistas com projeções de cortes de 0,75 oonto percentual, mas sendo minoria ante seus pares.

Retomada gradual e vacilante da atividade econômica, projeções cadentes da inflação oficial e inflação andando de lado em setembro e outubro e aprovação da reforma da Previdência abrem espaço para o Banco Central continuar com a política monetária estimulativa.

Os investidores ficarão atentos ao comunicado, para projetar a extensão do atual ciclo de corte de juros. Há casas de análise apostando em Selic a 4% no fim de 2020, enquanto a mediana dos analistas consultados pelo Boletim Focus aponta a taxa básica de juros a 4,5% no fim do ano que vem.

Cena externa

- EUA-China

O jornal chinês South China Morning Post divulgou nesta manhã que o presidente dos EUA Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping acertaram uma data para assinarem a “fase 1” do acordo comercial entre os dois países, assim dando uma trégua à escalada de tensões que elevaram as incertezas econômicas e foi um dos fatores para a atual desaceleração econômica global.

Segundo o jornal, Trump e Xi vão assinar o acordo em 17 de novembro na Cúpula da Apec no Chile, se “tudo ocorrer bem”.

Esta é mais uma notícia positiva a respeito do assunto. O tom de confronto foi substituído pelo discurso de construção do consenso desde 11 de outubro, quando Trump anunciou que houve acordo em interesse comum após negociações de alto nível entre delegações dos dois países entre 10-11 de outubro em Washington. Não há detalhes do acordo da chamada “fase 1”, mas especula-se que inclui maior compra agrícola de produtos americanos pelos chineses e mudança pontual dos chineses em relação à propriedade intelectual e transferência forçada de tecnologia, além de uma abertura do mercado financeiro chinês.

Mercado corporativo

- CCR (SA:CCRO3)

A administradora de concessões de infraestrutura anunciou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de 340,2 milhões de reais no período, queda de 6,9% ante mesma etapa de 2018. O número veio abaixo da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de 445,1 milhões de reais.

Segundo a CCR (SA:CCRO3), a queda refletiu sobretudo o efeito não recorrente decorrente de uma baixa de 30,8 milhões referentes a impostos diferidos sobre diferenças temporárias ativas em razão de análise de recuperabilidade da MSVia.

O resultado operacional da CCR (SA:CCRO3) medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou 1,53 bilhão de reais, aumento de 21,4% ano a ano. A margem Ebitda subiu 3,2 pontos percentuais, para 63,4%.

Essa evolução refletiu o crescimento de 15,3% da receita líquida, para 2,41 bilhões de reais. De julho a setembro, o tráfego consolidado cresceu 6%, influenciando pelo início das operações da ViaSul. Usando bases comparáveis, o crescimento foi de 2%.

Segundo o diretor de relações com investidores da CCR (SA:CCRO3), Arthur Piotto, os resultados do terceiro trimestre já eliminam os efeitos não recorrentes derivados da greve dos caminhoneiros, em maio do ano passado, que prejudicaram fortemente a atividade econômica do país. De acordo com o relatório de resultados, a isenção da cobrança de eixos suspensos dos caminhões vazios, uma das consequências da greve, representaram perda de receita de pedágio de cerca de 88,1 milhões de reais no trimestre e de 392,1 milhões de reais desde o início das isenções.

- Banco Original

O Banco Original, pertencente ao mesmo grupo controlador da JBS (SA:JBSS3), deu mandato a bancos para coordenarem uma captação de recursos no exterior, em sua primeira incursão internacional, no que pode ser uma prévia para testar o apetite de investidores para uma futura listagem em bolsa.

O banco não detalhou montante e prazo dos papéis. Mas em nota, a agência de classificação de risco Standard Poor's atribuiu rating "B" à operação, com perspectiva negativa, para emissão de 200 milhões de dólares.

Segundo o diretor de Tecnologia e produtos do Banco Original, Raul Moreira, com 3 bilhões de reais em caixa, a instituição não tem necessidade de novos recursos, mas viu na operação uma forma de se apresentar a investidores no exterior. Os recursos captados serão usados para apoiar expansão da carteira de crédito do grupo, que prevê fechar 2019 com mais de 3 milhões de clientes.

- Biotoscana (SA:GBIO33)

A Biotoscana (SA:GBIO33) afirmou nesta segunda-feira que a canadense Knight Therapeutics fechou a compra de 51,21% da companhia, processo que resultará no fechamento do capital da biofarmacêutica, um dos maiores grupos do setor na América Latina. A Knight Therapeutics aceitou pagar 596 milhões de reais pelo controle da Biotoscana, sendo 10,96 reais por ação ou BDR.

A quantia equivalente a 80% do preço de compra será paga aos vendedores no momento do fechamento da operação e os 20% restantes serão depositados em uma conta "escrow", para assegurar a obrigação de indenizar dos alienantes, cujos valores serão liberados em parcelas iguais durante três anos. Espera-se que o fechamento da operação ocorra em 29 de novembro, e que seja totalmente financiada por meio de recursos disponíveis em caixa da Knight.

- Banco Safra

Alberto Corsetti é o novo CEO do Banco Safra, substituindo Rossano Maranhão após o herdeiro Alberto Safra deixar a instituição devido a divergência com seu irmão David sobre a forma de gestão do banco.

Corsetti tem 51 anos de carreira no banco e é um nome de estrita confiança de Joseph Safra, fundador e principal acionista da instituição bancária.

- Totvs (SA:TOTS3)

A empresa de tecnologia Totvs (SA:TOTS3) anunciou nesta segunda-feira que, por meio de sua subsidiária Totvs Tecnologia em Software de Gestão, fechou um acordo para aquisição de 88,8% do capital da Supplier Participações. O valor da transação é de R$ 455,2 milhões.

A Supplier atua no fornecimento de crédito para empresas no âmbito entre clientes e fornecedores, no chamado business to business, especialmente nos setores de manufatura e distribuição. A empresa é detentora da Supplier Administradora de Cartões de Crédito.

A projeção da receita líquida da Supplier para 2019 é de aproximadamente R$ 220 milhões, com a carteira de crédito da instituição de R$ 1,1 bilhão e volume de crédito originado de R$ 6,5 bilhões, segundo a Totvs (SA:TOTS3).

A conclusão do negócio depende da autorização de órgãos reguladores. A aquisição da Totvs (SA:TOTS3) é um movimento da empresa de tecnologia de entrar no concorrido mercado de meios de pagamentos, que nos últimos anos viu Cielo (SA:CIEL3) e Rede ceder protagonismo às emergentes PagSeguro (NYSE:PAGS) e Stone, além de muitas empresas anunciarem ferramentas de pagamentos, como a Lojas Americanas (SA:LAME4) e a B2W (SA:BTOW3) com a Ame e a parceria de Via Varejo (SA:VVAR3) com a fintech Air Fox.

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