ABERTURA: Ibovespa futuro abre em alta com PIB e destoa de exterior negativo

ABERTURA: Ibovespa futuro abre em alta com PIB e destoa de exterior negativo

Investing.com  | 03.12.2019 09:08

ABERTURA: Com PIB, Ibovespa futuro inicia a terça-feira com ganhos

Investing.com - O índice Ibovespa Futuros iniciou a sessão desta terça-feira com valorização de 0,29% aos 109.575 pontos às 09h46, com o dólar recuando 0,64% a R$ 4,1957. O dia deve ser marcado pela repercussão dos investidores aos números do PIB do terceiro trimestre no Brasil e, no exterior, pela semana de fúria do presidente dos EUA Donald Trump no front comercial.

- Cenário Interno

PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,6% no 3º trimestre de 2019 frente ao 2º trimestre de 2019, na série com ajuste sazonal. Em relação a igual período de 2018, o crescimento foi de 1,2%. No acumulado em quatro trimestres terminados no 3º trimestre de 2019, o PIB registrou crescimento de 1,0%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB cresceu 1,0%, em relação a igual período de 2018.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,842 trilhão no 3º trimestre de 2019, sendo R$ 1,582 trilhão referentes ao Valor Adicionado e R$ 259,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. As informações completas sobre as Contas Trimestrais podem ser acessadas ao lado.

Taxação de aço e alumínio

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai aguardar as gestões que o ministro da Economia, Paulo Guedes, está fazendo junto às autoridades dos Estados Unidos para então decidir se telefonará para o presidente dos EUA, Donald Trump, após ele anunciar no Twitter nesta segunda-feira que elevará tarifas sobre o aço e o alumínio que o Brasil vende ao país.

“Paulo Guedes está entrando em contato com o governo americano, com seus correspondentes, para tratar deste assunto. Em última análise... eu ligarei para o presidente Trump”, disse Bolsonaro em entrevista à TV Record.

Câmbio

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, aproveitou evento de final de ano da Febraban nesta segunda-feira para reforçar mensagem de que a autoridade monetária não atua no mercado de câmbio visando patamares específicos para o dólar.

O câmbio é flutuante e o Banco Central só vai atuar quando entender que é necessária alguma intervenção”, afirmou Campos Neto, acrescentando que a alta recente do dólar foi influenciada pela frustração de investidores com os resultados de leilões de petróleo.

As declarações de Campos Neto vieram poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que vai retomar tarifas sobre as importações norte-americanas de aço e alumínio do Brasil e da Argentina pelo fato de os dois países estarem promovendo “uma forte desvalorização de suas moedas

- Cenário Externo

EUA e China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que não tem um prazo para alcançar um acordo comercial com a China e que talvez seja melhor esperar até depois da eleição presidencial norte-americana em novembro de 2020.

“Eu não tenho prazo, não. De certa maneira acho que é melhor esperar até depois da eleição em relação à China”, disse Trump a repórteres em Londres, onde participa de reunião com líderes da Otan.

“Mas eles querem fechar um acordo agora, e veremos se o acordo será ou não correto, ele tem que ser correto.” Trump afirmou ainda que um acordo com a China só acontecerá se ele quiser.

“Estou indo muito bem em um acordo com a China, se eu quiser fechá-lo”, disse ele. “Não acho que depende de se eles quiserem, é se eu quiser fechá-lo. Vamos ver o que acontece.”

- EUA e Otan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as coisas podem ficar bastante difíceis com a União Europeia a menos que o bloco melhore o comércio e a Otan.

"A União Europeia (está) ameaçando os Estados Unidos de forma muito, muito injusta no comércio", disse Trump em uma reunião com o chefe da Otan em Londres.

"O déficit por muitos, muitos anos tem sido astronômico, com os Estados Unidos e a Europa a favor deles. Estou mudando isso e estou mudando muito rápido."

"Não é correto que se tome vantagem com a Otan e também que se tome vantagem com o comércio, e é isso que acontece. Não podemos deixar isso acontecer."

"Estamos conversando com a União Europeia sobre comércio e eles têm que endireitar ou as coisas vão ficar muito, muito difíceis."

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,64%, a 23.379 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,20%, a 26.391 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,31%, a 2.884 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,39%, a 3.851 pontos.

Mais uma vez, a sessão se mostra de rumos distintos nesta terça-feira na Europa. Em Frankfurt, o DAX soma 0,37% aos 13.012 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE cede 1,19% aos 7.198 pontos. Já em Paris, o CAC retrocede 0,51% aos 5.757 pontos.

COMMODITIES

A jornada desta terça-feira foi marcada por uma nova valorização para os contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, com vencimento em janeiro do próximo ano, somou 1,72% para um total de 651,50 iuanes por tonelada, o que representa variação de 11 iuanes em relação ao valor de liquidação da véspera, que foi de 640,50 iuanes/t.

Em sentido oposto, o dia teve uma sessão negativa para os papéis futuros do vergalhão de aço, que são negociados na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai. O contrato de maior liquidez, com entrega para janeiro de 2020, cedeu 8 iuanes para 3.599 iuanes por tonelada, enquanto que, o de maio do mesmo ano, segundo em volume, perdeu 16 iuanes para 3.403 iuanes por tonelada.

A cotações do petróleo nas principais praças de negociação começam mais uma vez com ganhos. Em Londres, o barril do tipo Brent soma 0,11%, ou US$ 0,07, a US$ 60,99, enquanto que, em Nova York, o WTI avança 0,29%, ou US$ 0,16, a US$ 56,12.

MERCADO CORPORATIVO

- Braskem (SA:BRKM5)

A Odebrecht está propondo a bancos credores manter o recebimento da maior parte dos dividendos pagos pela petroquímica Braskem (SA:BRKM5) e que os bancos esperem um período mais longo antes de tentar vender as ações do conglomerado na empresa, segundo duas fontes com conhecimento do assunto.

A Odebrecht está reestruturando 51 bilhões de reais em dívida, uma das maiores reestruturações da história da América Latina.

O conglomerado entregará sua proposta para os credores na assembleia de credores na próxima quarta-feira, mas representantes dos credores que têm direito às ações da Braskem (SA:BRKM5) já aprovaram informalmente a proposta, segundo as fontes, que pediram anonimato para revelar negociações sigilosas.

Mas ainda não há uma decisão final, porque a proposta ainda precisa ser aprovada pelos comitês de crédito dos bancos, disseram as fontes. A Odebrecht preferiu não comentar o assunto.

- Vale (SA:VALE3)

A mineradora Vale (SA:VALE3) informou nesta segunda-feira que prevê produzir de 340 milhões a 355 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, à medida que recupera parte de sua capacidade paralisada após o desastre de Brumadinho (MG), no início de 2019.

A Vale (SA:VALE3) não divulgou uma previsão de produção para 2019, após o rompimento da barragem em Minas Gerais, que matou mais de 250 pessoas em janeiro. Em 2018, a companhia produziu 384,6 milhões de toneladas.

Uma meta de 400 milhões de toneladas, projetada antes do desmoronamento da barragem para 2019, só deverá ser atingida possivelmente em 2022.

“A Vale (SA:VALE3) deu guidance de produção de 340-355 mi tons para 2020, e provavelmente vai vender um pouco menos do que isso para recuperar um pouco de estoques para blendagem de BRBF”, comentou o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA.

Em fato relevante divulgado ao mercado nesta segunda-feira, a Vale (SA:VALE3) manteve seu guidance de vendas de minério de ferro e pelotas para 2019, entre 307 milhões e 312 milhões de toneladas, ante vendas de cerca de 365,5 milhões de toneladas em 2018.

Brucutu

A mineradora Vale (SA:VALE3) informou que sua mina de Brucutu irá operar com 40% da capacidade de processamento a úmido por período estimado de um a dois meses, após a companhia ter decidido suspender temporariamente a partir desta segunda-feira a disposição de rejeitos de minério de ferro da unidade na barragem Laranjeiras.

O impacto estimado da paralisação parcial e temporária em Brucutu, maior mina da empresa em Minas Gerais, é de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro por mês, afirmou a Vale (SA:VALE3) em fato relevante.

A suspensão da disposição de rejeitos em Brucutu não altera a projeção de vendas de minério de ferro e pelotas da companhia para 2019 e para o quarto trimestre, mas terá impacto no primeiro trimestre de 2020, quando produção e vendas devem ficar entre 68 milhões e 73 milhões de toneladas, acrescentou a Vale (SA:VALE3)

- Natura (SA:NATU3)

A gigante de cosméticos Natura (SA:NATU3) & Co teve sua cadeia de abastecimento de matéria-primas afetada pelas queimadas na floresta amazônica este ano e intensificou os esforços para que governo, setor privado e comunidades se unam para restaurar o equilíbrio ambiental, disse à Reuters o presidente da companhia.

Perto de tornar-se o quarto maior grupo de beleza do mundo após adquirir a rival Avon Products (NYSE:AVP), a Natura (SA:NATU3) encontra-se em uma posição delicada para seguir advogando pelo desenvolvimento sustentável sem antagonizar o presidente Jair Bolsonaro.

Sob o comando de Bolsonaro, que assumiu a presidência em 1º de janeiro, os incêndios florestais atingiram em agosto o maior nível desde 2010, o que desencadeou protestos globais sobre as políticas de seu governo para a maior floresta tropical do mundo, considerada chave na luta contra as mudanças climáticas.

“Me parece que o novo governo ainda está restabelecendo seus mecanismos de controle, tem críticas sobre os existentes e ainda não colocou em andamento alternativas”, afirmou o presidente da Natura (SA:NATU3), João Paulo Ferreira, em entrevista na noite de sexta-feira, sem citar nomes.

- Setor Elétrico

Os governos de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, que controlam as elétricas Cemig (SA:CMIG4), Copel (SA:CPLE6) e CEEE, têm demonstrado interesse em privatizar ativos estaduais de geração para levantar recursos em meio a dificuldades financeiras, disse à Reuters nesta segunda-feira a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira.

As desestatizações devem ser viabilizadas por meio de decreto publicado na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro, que autoriza a União a garantir novos contratos de 30 anos para exploração das concessões de geração federais, estaduais ou municipais que passarem para controle privado e define termos e prazos para conclusão desses processos.

Empreendimentos de geração com outorgas a vencer nos próximos três anos e meio (42 meses) terão prazo de 90 dias para formalizar interesse em renovar a concessão sob os termos do decreto.

Ativos com outorgas que expirem após esse prazo também poderão ser enquadrados, desde que a privatização seja concluída 18 meses antes do vencimento contratual.

XP Inc

A XP Inc, controladora da XP Investimentos entre outras empresas, anunciou nesta segunda-feira a oferta inicial (IPO) de 72.510.641 ações nos Estados Unidos, com faixa estimada de preço entre 22 e 25 dólares, conforme prospecto preliminar da operação.

A oferta deve ser precificada no próximo dia 10. A operação prevê 42.553.192 ações ordinárias classe A, que estão sendo vendidas pela companhia, e 29.957.449 papéis de alguns acionistas, entre eles XP Controle, General Atlantic e Dynamo. O Itaú Unibanco (SA:ITUB4) não venderá ações no IPO.

Os acionistas vendedores pretendem conceder aos subscritores a opção de comprar até 10.876.596 ações ordinárias Classe A adicionais, conforme documento F-1 enviado à Securities Exchange Comission (SEC), nos Estados Unidos.

Se todas as ações forem vendidas no preço máximo da faixa indicativa, a operação pode movimentar 2,08 bilhões de dólares. No preço máximo, de 25 dólares, a oferta avalia a XP Inc em 13,8 bilhões de dólares.

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

O presidente da República inicia o dia recebendo Wagner Rosário, Ministro da Controladoria-Geral da União e participa, em seguida, da abertura do "Fórum: O Controle no Combate à Corrupção". Depois, se reúne com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, recebendo, ainda pela manhã, Henrique Duarte Prata, Presidente do Hospital de Amor de Barretos.

Na parte da tardem participa da 24ª Reunião do Conselho de Governo e, depois, do Lançamento do Programa Saneamento Brasil Rural.

- Paulo Guedes

- Almoço no gabinete do líder do PSDB no Senado Federal, Roberto Rocha (MA);

- Reunião do Conselho de Governo com o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Com Reuters.

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