ABERTURA: Ibovespa futuro inicia em queda na “super quarta-feira”

ABERTURA: Ibovespa futuro inicia em queda na “super quarta-feira”

Investing.com  | 30.10.2019 09:33

ABERTURA: Ibovespa futuro inicia em queda na “super quarta-feira”

Investing.com - O índice futuro do Ibovespa inicia a quarta-feira com queda de 0,28% aos 108.090 pontos, enquanto o dólar comercial começa com alta de 0,45% a R$ 4,0160.

O mercado está atento a um dia recheado de indicadores importantes, como os dados do PIB dos Estados Unidos do terceiro trimestre e a reunião do Fomc nos Estados Unidos. Por aqui, além da temporada de balanços, a decisão do Copom está no radar dos investidores, com a dúvida apenas para saber qual será a extensão do atual ciclo de redução dos juros.

- Cenário Interno

Pacto Federativo

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta terça-feira que o conjunto de medidas do pacto federativo deve ser encaminhado pelo Executivo ao Congresso na quarta-feira.

Segundo Bezerra, o pacote, a ser chamado de Plano Mais Brasil, depende de um “ajuste fino” entre Câmara e Senado sobre a reforma tributária. A ideia é que a proposta possa ser discutida de forma conjunta pelas duas Casas.

“Estamos costurando os finalmentes. Deverá ser amanhã a apresentação dessas novas medidas”, disse Bezerra a jornalistas, acrescentando que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se dispôs a ir ao Congresso, mas aguarda o acerto sobre a reforma entre as duas Casas.

Previdência dos militares

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que trata do projeto que altera as aposentadorias e reestrutura a carreira dos militares aprovou a proposta nesta terça-feira ao concluir a votação da medida no colegiado.

Por tramitar em caráter conclusivo, a medida pode seguir direto ao Senado, a não ser que seja apresentado um recurso —com o apoio de ao menos 51 deputados— para levá-lo ao plenário da Câmara antes de encaminhá-lo aos senadores. A oposição já avisou que pretende lançar mão do instrumento para que o projeto não seja imediatamente encaminhado à outra Casa.

O texto-base do projeto já havia sido aprovado na última semana, mas faltava a análise de emendas. A primeira delas, apresentada na intenção de aumentar os ganhos militares e estendê-los a integrantes de patentes mais baixas, foi rejeitada por 18 votos a 10.

Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira (29) a reunião de dois dias de política monetária para avaliar novos rumos da gestão da moeda nacional. Há consenso entre os economistas de nova rodada de corte da taxa Selic, dando continuidade ao atual ciclo de afrouxamento monetário iniciado na reunião de julho, quando a taxa básica de juros foi reduzida de 6,5% ao ano para 6%.

O tamanho da redução em 50 pontos-base prosseguiu na reunião seguinte em setembro, com a taxa Selic chegando a 5,5% ao ano - o menor patamar da história recente – e deve continuar agora na reunião de outubro. “Há uma parcela menor apostando no corte de 75 pontos-base”, aponta José Pena, economista-chefe da Porto Seguro (SA:PSSA3) Investimentos, que também projeta redução de 0,50 ponto percentual nesta reunião e mais 50 pontos-base em dezembro, com uma possibilidade de um corte de 25 pontos-base na primeira reunião de 2020.

A maior divergência reside na extensão do atual ciclo de afrouxamento monetário. As apostas dos economistas consultados por Investing.com Brasil para o fim da flexibilização variam para uma Selic entre 4% e 4,75% ao ano, com manutenção da taxa do final do ciclo até o fim de 2020. E há uma análise dissonante, que prevê início do ciclo de alta da Selic a partir de agosto do ano que vem. Mas todos cravam corte de 50 pontos-base nesta reunião.

IGP-M

O IGP-M teve alta de 0,68% em outubro, depois de apresentar variação negativa de 0,01 em setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

- Bolsonaro no caso Marielle

Uma reportagem da edição de ontem do Jornal Nacional, da TV Globo, afirma que Elcio Queiroz, um dos suspeitos de assassinar a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes em março do ano passado, entrou no condomínio onde mora Ronnie Lessa, outro suspeito do assassinato, alegando ir à casa do então deputado federal e hoje presidente Jair Bolsonaro. Esta é a versão do depoimento do porteiro do condomínio, que teria autorizado a entrada de Queiroz após interfonar na casa 58 e receber autorização do "Seu Jair". Inclusive, o porteiro teria afirmado que, após verificar que Queiroz não tinha ido à casa 58, interfonou novamente e foi informado pelo "Seu Jair" de que sabia onde o visitante se dirigia.

Em defesa do presidente, a reportagem também informa que Bolsonaro estava em Brasília e registrou, com suas digitais, presença para duas votações na Câmara.

O presidente negou as acusações em uma live realizada após a exibição do telejornal no horário de Brasília, madrugada em Riade, capital da Arábia Saudita, onde está em viagem internacional.

A citação do nome do presidente Jair Bolsonaro pode levar a investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a equipe de análise política da XP Investimentos, a situação já estaria sendo avaliada pelo presidente do Tribunal, Antonio Dias Toffoli, e um problema já teria sido identificado: em tese o MP estadual do RJ não poderia ter se dirigido diretamente ao STF, detalhe que pode ser utilizado para justificar a rejeição a análise formal pelo Supremo.

O encaminhamento correto seria, de acordo com os analistas da XP, através do Procurador-Geral da República Augusto Aras ou por meio de um tribunal estadual.

- Cenário Externo

Fed

Quando as autoridades do Federal Reserve concluírem sua reunião de política monetária nesta quarta-feira, podem ter finalmente obtido sucesso em separar as ações que adotam no gerenciamento da carteira do banco central norte-americano das decisões sobre a taxa de juros

Esse seria um forte contraste em relação a um ano atrás, quando as declarações do chair do Fed, Jerome Powell, de que a redução do balanço estava no “piloto automático” deu aos investidores a impressão de que o Fed estava em uma trajetória severa de aperto da política monetária, sem flexibilidade para lidar com as preocupações sobre a liquidez do mercado ou desaceleração do crescimento global.

Desde então, o Fed mudou o curso, tanto na política monetária quando em sua mensagem.

O banco central passou de elevações dos juros para redução. As autoridades passaram do corte da carteira em 50 bilhões de dólares por mês, o que foi visto como uma ação para apertar a política monetária, a um aumento de 60 bilhões de dólares por mês.

Veja o Monitor da Taxa de Juros do Fed

PIB americano

A economia dos Estados Unidos deve ter desacelerado mais no terceiro trimestre, contida pela moderação nos gastos do consumidor e queda do investimento empresarial, o que pode levar o Federal Reserve a cortar os juros de novo para manter a expansão nos trilhos.

Os dados do Departamento do Comércio sobre o Produto Interno Bruto a serem divulgados nesta quarta-feira devem mostrar um quadro de perda de velocidade da economia, mas não à beira da recessão como os mercados temiam mais cedo neste ano.

A economia está sendo prejudicada pela guerra comercial que já dura 15 meses com a China, o que tem afetado a confiança do consumidor e do empresário.

Brexit

O Reino Unido realizará sua primeira eleição em dezembro em quase um século, depois que o primeiro-ministro Boris Johnson obteve aprovação do Parlamento nesta terça-feira para uma votação antecipada com o objetivo de quebrar o impasse do Brexit.

Depois que a União Europeia concedeu um terceiro adiamento ao divórcio que deveria ocorrer em 29 de março, o Reino Unido, seu Parlamento e seu eleitorado continuam divididos sobre como ou mesmo se avançará com a separação do país da UE.

Johnson, que prometeu entregar o Brexit em 31 de outubro, exigiu uma eleição no dia 12 de dezembro após o Parlamento —onde ele não tem maioria— ter frustrado suas tentativas de ratificar o acordo de divórcio de última hora que ele fez com a UE neste mês.

Em um raro sucesso parlamentar para Johnson depois de uma série de derrotas, seu projeto de lei pedindo uma eleição em 12 de dezembro foi aprovado por 438 votos a 20 na Câmara dos Comuns. O projeto agora vai para a Câmara dos Lordes.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,57%, a 22.843 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,44%, a 26.667 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,50%, a 2.939 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,49%, a 3.891 pontos.

O dia é de rumos indefinidos e distintos nos mercados de ações da Europa. Em Frankfurt, o DAX recua 0,16% aos 12.918 pontos, com o FTSE, de Londres, perdendo 0,01% aos 7.305 pontos. Já em Paris, o CAC soma 0,26%, aos 5.754 pontos.

COMMODITIES

A sessão desta quarta-feira foi marcada pela estabilidade para os preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento para janeiro do próximo ano, ficou em 622,50 iuanes por tonelada, o mesmo patamar do valor de liquidação da sessão de terça-feira. O ativo passou toda a jornada operando em território negativo, se recuperando no final da tarde, depois de bater na mínima de 610,0 iuanes por tonelada.

Já para o minério de ferro o dia 30 foi positivo para os papéis futuros da commodity, negociada na bolsa de mercadorias da cidade de Xangai, também na China. O contrato de maior liquidez, para janeiro de 2020, somou 34 iuanes para 3.373 iuanes por tonelada. O segundo em negócios, entrega em maio do mesmo ano, avançou 21 iuanes para 3.228 iuanes por tonelada.

No caso do petróleo, a quarta-feira registra perdas nas cotações do produto nas principais praças. O barril do tipo Brent, de Londres, cede 0,57%, ou US$ 0,35, a US$ 61,24. Já em Nova York, o WTI recua 0,13%, ou US$ 0,07, a US$ 55,47.

MERCADO CORPORATIVO

- Magazine Luiza (SA:MGLU3)

A varejista Magazine Luiza (SA:MGLU3) teve crescimento do lucro no terceiro trimestre apoiado em forte expansão das vendas, principalmente de comércio eletrônico.

A empresa anunciou nesta terça-feira que seu lucro ajustado do período somou 136,3 milhões de reais, alta de 12,7% sobre um ano antes. Em termos líquidos, o lucro somou 235,1 milhões de reais, um salto de 96,7% ante mesma etapa de 2018, dado influenciado por maiores receitas financeiras e o benefício dos juros sobre capital próprio.

O resultado operacional do Magazine Luiza (SA:MGLU3) medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de 300,7 milhões de reais, aumento de 7% ano a ano. Em termos líquidos, o Ebitda deu um salto de 79,7%, para 501,2 milhões de reais.

A companhia afirmou no relatório que teve ganho consistente de participação de mercado. A receita líquida avançou 32,5%, para 4,86 bilhões de reais. As vendas mesmas lojas no varejo físico subiram 9,4 por cento.

O destaque do período foram as vendas pela internet, que deram um salto de 300%, chegando a 48% do total ante 36 por cento um ano antes.

VEJA TAMBÉM: Crescimento do Magazine Luiza (SA:MGLU3) parece interminável, indicam analistas

- Cielo (SA:CIEL3)

A Cielo (SA:CIEL3), maior empresa de meios de pagamentos do país, anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de 358,1 milhões de reais no terceiro trimestre, queda de 51,7% na comparação com igual etapa de 2018.

O número veio abaixo da previsão média de analistas da Refinitiv, de 376,6 milhões de reais para o período.

Já o resultado operacional da Cielo (SA:CIEL3) medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de 724,3 milhões de reais, desabando 37,2% no comparativo anual. O dado também veio abaixo da previsão de analistas da Refinitiv, de 825,4 milhões de reais.

Os volumes processados subiram cerca de 11% ante um ano antes e 4,4% ante o trimestre imediatamente anterior. Isso deu à Cielo (SA:CIEL3) o terceiro trimestre consecutivo de expansão de volumes e o quarto trimestre seguido de adição de novos clientes.

Mas a receita líquida consolidada teve queda de 5,5%, para 2,8 bilhões de reais, no comparativo anual, “impactadas pela pressão nos preços médios decorrente do ambiente competitivo e pelo aumento do business de venda de soluções de captura”, afirmou a companhia no relatório.

- Ecorodovias (SA:ECOR3)

A administradora de concessões de infraestrutura logística Ecorodovias (SA:ECOR3) anunciou nesta terça-feira que teve prejuízo líquido de 408,6 milhões de reais no terceiro trimestre, ante lucro de 91,7 milhões de reais um ano antes, devido a despesas com acordo de leniência.

Em termos recorrentes, a companhia reportou lucro de 58,2 milhões de reais de julho a setembro, ainda assim uma queda de 36,5% contra um ano antes nesse comparativo, na esteira de maiores despesas operacionais e da piora no resultado financeiro.

O resultado operacional da Ecorodovias (SA:ECOR3) medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou negativo em 9,8 milhões de reais, ante número positivo de 413,5 milhões de reais um ano antes.

Na base pro-forma, o Ebitda evoluiu 15,6%, para 515,4 milhões de reais.

- Multiplan (SA:MULT3)

A administradora de shopping centers Multiplan (SA:MULT3) anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de 121,5 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado, com apoio de maiores vendas em 18 das 19 unidades da companhia.

O lucro veio levemente acima da previsão média de analistas compilada pela Refinitiv, de 116,2 milhões de reais para o período.

A companhia teve de julho a setembro receita líquida 8% maior no comparativo anual, para 328,6 milhões de reais, ilustrando sinais de recuperação da atividade econômica do país.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de 235,1 milhões de reais, aumento de 3,4% sobre um ano antes. A margem Ebitda caiu 3,2 pontos percentuais, para 71,5%.

- Duratex (SA:DTEX3)

A Duratex (SA:DTEX3) apresentou R$ 1,308 bilhão de receita líquida consolidada no terceiro trimestre, resultado representa queda de 13,5% em relação ao mesmo período de 2018, com a ressalva de que, desconsideradas a receita advinda da venda de terras e ativos biológicos para a Suzano (SA:SUZB3), ocorrida no 3T18, a receita líquida pro forma aumentou 2,4%, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. No acumulado dos nove meses de 2019, houve queda de 4,4% da receita líquida.

No período, o lucro líquido recorrente foi de R$ 30,5 milhões, queda de 50,5%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. De janeiro a setembro de 2019, o lucro líquido recorrente foi de R$ 119,2 milhões, em linha com o mesmo período de 2019. Esse desempenho reflete gastos com despesas gerais e administrativas e a piora do resultado financeiro da companhia, ambos relacionados à consolidação dos resultados da Cecrisa, além de gastos com a nova unidade de celulose solúvel.

O EBITDA ajustado e recorrente foi de R$ 237,9 milhões no período, com margem de 18,2%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento de 13,5% do EBITDA ajustado e recorrente, justificado pelo diferencial do resultado advindo da aquisição da Cecrisa.

- Renova (SA:RNEW11)

A elétrica Renova Energia (SA:RNEW11), que tem a estatal mineira Cemig (SA:CMIG4) como um dos controladores, foi autuada em mais de 89 milhões de reais pela Receita Federal com base em apurações da chamada “Operação Descarte”, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

A punição vem após a empresa de geração renovável ter sido alvo neste ano de duas ações da Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal, as chamadas operações “E o Vento Levou”, que segundo as autoridades são desdobramento das investigações da Operação Descarte.

A autuação envolve 8 milhões de reais a título de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), 2,89 milhões de reais a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e 78,38 milhões de reais a título de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), incluindo em todos os casos, multas e juros.

- IPO

A casa de análise de investimentos e de educação financeira Levante pretende abrir o capital no primeiro semestre de 2020 no Bovespa Mais, segmento de acesso da B3, numa aposta de que o juro baixo no país deve levar milhões de novos interessados por investimentos alternativos à poupança nos próximos anos.

“Já cumprimos praticamente todas as regras exigidas para obter a listagem na bolsa”, disse à Reuters o estrategista-chefe e co-fundador da Levante, Rafael Bevilacqua. “Já estamos conversando com bancos”, acrescentou, sem revelar nomes das instituições financeiras.

Criada em março de 2018, a empresa, hoje com cerca de 40 funcionários, vende relatórios com análises de investimentos em ativos como ações, fundos imobiliários e títulos públicos, como do Tesouro Direto. Seus pacotes envolvem planos anuais que vão de cerca de 260 reais a até 11 mil reais.

Além disso, a companhia tem cerca de 240 mil assinantes gratuitos. A empresa estima que esse número mais que dobrará nos próximos seis meses. A receita também é composta pela prestação de serviços de educação financeira.

- Petrobras (SA:PETR4)

A Petrobras (SA:PETR4) poderá ofertar metade da capacidade atualmente contratada nos dutos de transporte de gás para outros players, buscando seguir um plano do governo para quebrar monopólios no setor, afirmou nesta terça-feira diretora de Refino e Gás Natural, Anelise Lara.

Atualmente, 100% da capacidade dos dutos —incluindo TAG, NTS e Gasbol— de cerca de 120 milhões de metros cúbicos de gás por dia está contratada com a Petrobras (SA:PETR4).

Neste ano, a petroleira fechou um acordo com o órgão antitruste Cade, que prevê a oferta dessa capacidade ociosa para o uso de outros players, em busca de aumentar a competitividade do setor e reduzir preços da tarifa de transporte.

A ideia é de que haja um rateio das tarifas de transporte.

- Embraer (SA:EMBR3)

O ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) recorreu nesta terça-feira ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer (SA:EMBR3) à norte-americana Boeing sob alegação de abuso de poder econômico e de que o negócio entre as duas companhias criará barreiras para entrada de novas empresas no setor aeroespacial.

Ciro, que ficou na terceira posição na eleição presidencial do ano passado —atrás do agora presidente Jair Bolsonaro e do petista Fernando Haddad—, criticou duramente na campanha eleitoral da venda da Embraer (SA:EMBR3) à Boeing, que precisou da aprovação do governo brasileiro, já que a União poderia vetar a transação por causa de uma “golden share”.

De acordo com o documento, entregue pessoalmente por Ciro ao presidente do Cade, Alexandre Barreto de Souza, a compra da brasileira pela norte-americana “inevitavelmente elevará as companhias a uma posição dominante no já concentrado mercado aeroespacial, de modo a reduzir significativamente a concorrência”.

- Setor Imobiliário

Minha Casa, Minha Vida

O Senado aprovou nesta terça-feira projeto que traz regime tributário especial para construtoras e incorporadoras em projetos no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida.

Já analisado pela Câmara, o projeto segue para sanção presidencial. Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o Executivo não concorda com a proposta, mas ela contava com o apoio da maioria dos senadores.

“De certa forma (a intenção do projeto) é equalizar a tributação para a faixa 1, para as moradias populares, que hoje está pagando mais do que para categorias mais altas”, explicou ele a jornalistas.

Redução de Juros

A Caixa Econômica Federal vai anunciar na quarta-feira uma redução das taxas de juros para o crédito imobiliário com recursos da poupança. A medida valerá para contratos de financiamento de imóveis atualizados pela taxa referencial (TR), segundo convocação de entrevista coletiva enviada à imprensa nesta terça-feira.

O detalhamento da decisão será feito pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, horas antes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciar uma decisão para a taxa básica de juros do país, hoje em 5,5% ao ano. A previsão ampla do mercado é de um corte de 0,5 ponto percentual.

Maior concessora de financiamento imobiliário do país, a Caixa já anunciou cortes na taxa cobrada para novos financiamentos ao longo de 2019, na esteira dos cortes da Selic para mínimas históricas e do aumento da concorrência entre os grandes bancos para oferecer taxas cada vez menores.

- Gás

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira a proposta de um novo marco legal para o mercado de gás natural do Brasil, permitindo que empresas locais possam operar no setor apenas com autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), segundo a Agência Câmara.

Pelo modelo em vigor atualmente, as companhias dependem de concessões emitidas via leilões da ANP para suas atividades, enquanto pelo novo modelo, chamado de regime de autorização, o aval da agência ao projeto será suficiente para os serviços.

- Oi (SA:OIBR3), Telefônica (SA:VIVT4) e TIM (SA:TIMP3)

A Telefônica Brasil (SA:VIVT4) e a TIM (SA:TIMP3) vão considerar compra de ativos da rival Oi (SA:OIBR3) se estes forem colocados à venda, afirmaram executivos de ambas as empresas nesta terça-feira.

Em setembro, a Reuters publicou que a Oi (SA:OIBR3), que está em recuperação judicial, estava negociando com as duas operadoras sobre venda de ativos para evitar insolvência.

“Como presidente-executivo de uma operadora de capital aberto, eu tenho o dever de acompanha se isso gera ou não valor para meus acionistas se estes ativos forem colocados à disposição”, disse a jornalistas o presidente-executivo da TIM (SA:TIMP3), Pietro Labriola, durante a feira de telecomunicações Futurecom.

Já o presidente-executivo da Telefônica Brasil (SA:VIVT4), Christian Gebara, afirmou que a empresa teria interesse em avaliar a compra da operação de telefonia móvel da Oi (SA:OIBR3) por causa das frequências.

- Frigoríficos

O aumento nos preços da carne bovina no Brasil é inevitável, considerando a forte demanda externa e a oferta restrita da proteína no país, disse nesta terça-feira a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

De acordo com nota da entidade, o crescimento das exportações puxou a alta nos preços, com as firmes compras de China e Rússia fazendo com que a parcela dos embarques do produto ultrapassasse os tradicionais 20% da produção local.

“É uma situação de mercado, que fortalece todo o setor da pecuária e sua cadeia produtiva... e que é inevitável diante da procura pelo produto brasileiro”, disse o presidente-executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar, no comunicado.

O mercado de boi tem refletido a alta demanda para a exportação. Recentemente, os preços em São Paulo atingiram máximas nominais, de 166,50 reais por arroba, superando recordes de abril de 2016, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

O presidente da República, que segue em Riad, na Arábia Saudita, se reúne com Masayoshi Son, CEO do SoftBank Group e, em seguida, com a presidente do grupo Olayan, Lubna Olayan. Bolsonaro participa ainda da sessão sobre o FII do Brasil, depois almoça com Salman Bin Abdulaziz Al Saud, Rei da Arábia Saudita, com quem se reúne em seguida.

Na parte da tarde, participa da sessão de Abertura do Seminário Empresarial sobre o Brasil no Conselho das Câmaras Sauditas, partindo no final do dia de volta ao Brasil, antes fazendo uma escala técnica em Las Palmas, Espanha.

- Paulo Guedes

- Reunião com o Secretário Especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto;

- Reunião com o Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

*Com Reuters

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