Mercados Recuam com Dúvidas sobre o Acordo entre EUA e China

 | 04.12.2018 08:18

ÁSIA: As bolsas de valores da Ásia fecharam em baixas na sessão desta terça-feira, desta vez em meio à incertezas sobre o futuro das relações comerciais EUA-China, após salto de segunda-feira. O índice da MSCI para as ações da região Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, caiu 0,3%.

Uma pausa pode ter finalmente chegado para as ações japonesas. Depois de ganhar em sete sessões consecutivas, o Nikkei do Japão caiu 2,39%, enquanto o índice Topix caiu 2,36% no final do pregão.

As ações da montadora Nissan caíram 1,18% após um relatório da Reuters dizer que a diretoria da montadora deve se reunir para discutir a substituição do ex-presidente Carlos Ghosn. O jornal Sankei informou que os promotores de Tóquio planejavam prender Ghosn em meio à novas alegações de que ele subestimou sua renda.

Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,82%. A gigante Samsung Eletronics caiu 2,54% e SK Hynix recuou 2,13%.

Na Austrália, o ASX 200 caiu 1,01%, com baixa em quase todos os setores. O subíndice financeiro fortemente ponderado caiu 1,22%. O Reserve Bank da Austrália anunciou que manteria a taxa de juros inalterada em 1,50%, com o presidente do banco central, Philip Lowe, dizendo em comunicado à imprensa que "o baixo nível de juros continua apoiando a economia australiana" e que é esperado progressos na redução do desemprego e no retorno da meta de inflação , embora este progresso deva ser gradual.

As ações dos chamados "Big Four", os quatro maiores bancos do país, tiveram perdas: ANZ Banking Group caiu 1,3%, Westpac caiu 1,3%, National Australia Bank caiu 0,9% e Commonwealth Bank of Australia diminuiu 1,1%. Entre as mineradoras australianas, BHP caiu 0,7%, Fortescue Metals recuou 1,7% e Rio Tinto (LON:RIO) perdeu 1,8%.

Os mercados da China continental, que tem sido acompanhados de perto em relação à guerra comercial de Pequim com Washington, resistiram à tendência de baixa regional e fecharam com ganhos. Depois de liderar os ganhos da região na segunda-feira, as bolsas chinesas mantiveram os ganhos, destoando da tendência regional. O composto de Xangai subiu 0,42% e o composto de Shenzhen avançou 0,40%.

Os principais índices em Wall Street registraram ganhos na segunda-feira depois que o presidente dos EUA, Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, concordaram em adiar por 90 dias quaisquer novas tarifas na guerra comercial que pesou sobre os mercados globais de ações durante a maior parte de 2018.

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No entanto, houve diferenças entre as descrições do acordo da Casa Branca, do próprio Trump e de Pequim. A confusão sobre o momento exato do cessar-fogo tarifário azedou o sentimento do investidor durante a noite. Uma autoridade da Casa Branca citou um período de 90 dias para resolver divergências comerciais sino-americanas, deve começar em 1º de dezembro, informou a Reuters, enquanto o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse a repórteres que começaria em 1º de janeiro. Também restaram dúvidas sobre quem lideraria a delegação dos EUA nas futuras negociações comerciais com Pequim. Analistas disseram que isso deixaram o mercado com mais perguntas do que respostas. Outros estrategistas esperavam mais do G-20, em relação à reunião que ocorreu no final de semana, na Argentina.

O índice do dólar, que acompanha o dólar em relação a uma cesta de seus pares, operou em 96,668 durante o horário asiático, depois de atingir 96,661 anteriormente.

O iene japonês, amplamente visto como moeda porto-seguro, era negociado em 113,07 contra o dólar, depois de ser visto em uma baixa de 113,66.

EUROPA: As bolsas de valores europeias operam em ligeira baixa na manhã de terça-feira, em meio à crescentes dúvidas sobre a competência das duas maiores economias do mundo para resolver suas diferenças comerciais.

O pan-europeu Stoxx 600 cai cerca de 0,1% logo após o sino de abertura, com a maioria dos setores e as principais bolsas em território negativo.

As mineradoras têm um dia de baixa na Europa após fortes ganhos de ontem. Anglo American (LON:AAL) cai 1,7%, Antofagasta (LON:ANTO) recua 2,6%, BHP perde 0,7% e Rio Tinto cai 0,6%. O DAX 30 da Alemanha cai 0,23%, CAC 40 da França opera em baixa de 0,27%, enquanto em Londres, o FTSE 100 avança 0,31%.

Enquanto isso, os preços do petróleo continuam a subir após um aumento de mais de 4% no início da semana. Os ganhos ocorrem antes de uma reunião da OPEP na quinta-feira, com analistas esperando que o influente cartel do petróleo e seus aliados orquestrem uma nova rodada de cortes de produção.

O assessor jurídico da Suprema Corte da União Europeia (UE) disse na terça-feira que o Reino Unido pode cancelar o Brexit sem pedir permissão de outros países membros da UE. A libra esterlina virou rapidamente para alta após a notícia, sendo negociada a 1,2806 contra o dólar, ante US $ 1,2720 negociado anteriormente.

EUA: Os futuros de ações apontaram para uma abertura negativa na terça-feira, em meio à questões sobre dúvidas sobre o acordo de comércio EUA-China. As discrepâncias sobre quando essa trégua começaria levaram à confusão.

Embora o conselheiro econômico do presidente Donald Trump, Larry Kudlow, tenha dito aos repórteres que o cessar-fogo começaria em 1º de janeiro, a Casa Branca emitiu uma declaração corrigida dizendo que o período de trégua de 90 dias começaria em 1º de dezembro. Em meio à dúvidas sobre se os dois podem impedir uma nova escalada para a guerra comercial, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse na segunda-feira que está "muito esperançoso" de que os dois países possam transformar a trégua em um "acordo real".

Em termos de dados econômicos, os números de vendas da Redbook são devidos às 11h55. Enquanto isso, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, deve fazer um discurso sobre o aperto no mercado de trabalho às 13h00.


ÍNDICES FUTUROS - 7h55:
Dow: -0,41%
SP500: -0,39%
NASDAQ: -0,58%


OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

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