China prepara flexibilização das restrições da Covid após semana de protestos históricos

Reuters

Publicado 01.12.2022 08:59

Por Bernard Orr e Martin Quin Pollard

PEQUIM (Reuters) - A China deve anunciar nos próximos dias uma flexibilização de seus protocolos de quarentena da Covid-19 e uma redução nos testes em massa, disseram fontes à Reuters, uma mudança marcante na política depois que a irritação com as restrições mais duras do mundo desencadeou protestos.

Os casos em todo o país permanecem perto de altas recordes, mas as mudanças nos protocolos ocorrem no momento em que algumas cidades estão suspendendo seus lockdowns nos últimos dias, e uma autoridade graduada disse que a capacidade do vírus de causar doenças está enfraquecendo.

Autoridades de saúde que anunciaram a flexibilização em suas áreas não mencionaram os protestos - a maior demonstração de desobediência civil na China em anos, que variou de vigílias à luz de velas em Pequim a confrontos de rua com a polícia em Guangzhou.

As medidas a serem divulgadas incluem uma redução nos testes em massa e nos testes regulares de ácido nucleico e nas regras para permitir que casos positivos e contatos próximos se isolem em casa sob certas condições, disseram as fontes familiarizadas com o assunto.

Isso está muito longe dos protocolos anteriores que levaram à frustração da população, uma vez que comunidades inteiras foram confinadas, às vezes por semanas, após apenas um caso positivo.

A frustração aumentou na semana passada em demonstrações de desafio público sem precedentes na China continental desde que o presidente Xi Jinping assumiu o poder em 2012, e ocorre quando a economia está prestes a entrar em uma nova era de crescimento muito mais lento do que o visto em décadas.

MUDANÇA DE REGRAS

Menos de 24 horas após os violentos protestos em Guangzhou na terça-feira, as autoridades em pelo menos sete distritos do extenso centro industrial disseram que estavam suspendendo os lockdowns temporários. Um distrito disse que permitiria a reabertura de escolas, restaurantes e atividades, incluindo cinemas.

Cidades como Chongqing e Zhengzhou também anunciaram flexibilização.