Biden acusa republicanos de "imprudência" em relação a limite da dívida dos EUA

Reuters

Publicado 04.10.2021 13:10

Atualizado 04.10.2021 14:25

Por Susan Cornwell e Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou republicanos no Senado de adotarem uma postura "imprudente" ao recusaram-se a unir-se aos democratas para votar pelo aumento da dívida de 28,4 trilhões de dólares enquanto os EUA enfrentam o risco de um calote histórico em apenas duas semanas.

Republicanos do Senado bloquearam duas vezes ações para aumentar o teto da dívida --afirmando que querem ação mas recusando-se a ajudar.

Os republicanos dizem que os democratas pode usar uma manobra parlamentar conhecida como reconcialiação orçamentária para agirem sozinhos.

O que os republicanos no Congresso estão "fazendo hoje é muito imprudente e perigoso na minha opinião", disse Biden a repórteres em entrevista na Casa Branca. "Elevar o limite da dívida tem a ver com pagar o que já devemos... não algo novo."

No fim do mês passado, a Câmara dos Deputados aprovou e enviou ao Senado um projeto de lei para suspender o limite de empréstimos do Tesouro até o final de 2022. Existe a expectativa de que o líder da Maioria no Senado, Chuck Schumer, um democrata, tente conduzir uma votação sobre a medida nesta semana.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, advertiu parlamentares na semana passada que o país está perto de exaurir suas capacidades federais de endividamento, o que pode acontecer a partir de 18 de outubro.

A inação pode ter consequências econômicas catastróficas. A Moody's alertou no mês passado que uma omissão poderia causar um declínio de quase 4% na atividade econômica, a perda de quase 6 milhões de empregos, uma taxa de desemprego de quase 9%, vendas abrangentes no mercado acionário que poderiam evaporar com 15 trilhões de dólares em riqueza das famílias e um aumento nas taxas de juros sobre hipotecas, empréstimos ao consumidor e dívidas de empresas.

Os democratas destacam que votaram para elevar o teto da dívida durante o governo republicano de Donald Trump mesmo sendo contra fortes cortes tributários que ampliaram a dívida.