Acordo cambial EUA-China não mudará dinâmica entre dólar e iuan, dizem especialistas

Reuters

Publicado 11.10.2019 09:24

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - Um acordo cambial entre Estados Unidos e China, apresentado como um símbolo do progresso nas negociações comerciais desta semana entre as duas maiores economias do mundo, repetiria amplamente promessas anteriores da China, dizem especialistas, e não mudará a relação entre o dólar e o iuan, que tem sido uma pedra no sapato do presidente norte-americano Donald Trump.

Tal acordo, no entanto, proporcionaria ao Tesouro dos EUA uma oportunidade de recuar do que especialistas de câmbio dizem ter sido uma declaração equivocada em agosto de que a China é uma "manipuladora de moedas", reduzindo o valor do iuan para obter "vantagens competitivas injustas no comércio internacional".

Pouco se sabe sobre a estrutura de um acordo cambial em que a Câmara de Comércio dos EUA disse que os negociadores norte-americanos e chineses estavam trabalhando na quinta-feira, nas primeiras negociações comerciais de alto nível desde julho, mas é amplamente esperado que inclua uma promessa de ambos os lados de evitarem desvalorizar suas moedas para obter vantagens comerciais competitivas.

Como membros do Grupo das 20 principais economias, os Estados Unidos e a China já concordaram com esses termos, começando em 2010.

Naquela época, considerava-se que China mantinha deliberadamente baixo o valor de sua moeda, altamente controlada. Mas essa intervenção mudou principalmente para aumentar o valor do iuan após uma forte desvalorização em 2015.