IRB (IRBR3): Covid-19 e efeitos climáticos apresentam um trimestre desafiador

ESTOA

Publicado 17.05.2022 16:21

Atualizado 18.05.2022 13:05

IRB (IRBR3): Covid-19 e efeitos climáticos apresentam um trimestre desafiador

A resseguradora IRB (IRBR3 (SA:IRBR3)) divulgou nesta terça-feira (17) seu balanço trimestral. Durante a teleconferência de apresentação dos resultados, seu CEO destacou as dificuldades enfrentadas pela companhia durante o período.

A companhia prevê, ainda, explorar os negócios no Brasil, onde a resseguradora enxerga vantagens comerciais.

h2 Dificuldades da IRB/h2

Durante os primeiros três meses do ano, a companhia se deparou com diversas dificuldades. Segundo seu CEO, Raphael de Carvalho, os efeitos climáticos que afetaram o desempenho rural e a nova onda da Covid-19 foram fatores desafiadores durante o período.

Segundo o vice-presidente técnico e de operações da IRB, Wilson Toneto, a área rural foi afetada pelas secas registradas no Paraná, sendo a pior nos últimos 90 anos, e no Rio Grande do Sul, que foi a mais rigorosa em 70 anos.

De acordo com o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, as secas no sul do país foram geradas por uma combinação de fatores há muito não vista. Primeiro, a ocorrência pelo segundo ano seguido do fenômeno conhecido como La Ninã tirou a pressão de chuvas na região.

Além disso, o choque das águas do Atlântico, que estão frias, com as águas quentes do Atlântico Equatorial (SA:EQTL3) do Nordeste Brasileiro também bloqueia os corredores de umidade no país.

Sobre a pandemia de Covid-19, Toneto diz que este foi um evento que afetou as resseguradoras em geral no primeiro trimestre. Segundo Toneto, “seus efeitos seguem na indústria, e no IRB não é diferente”.

Depois de divulgar seu balanço trimestral, e destacar os pontos desafiadores para a IRB durante o período, os ativos da resseguradora registraram forte em queda na terça feira (7,89%). E continuavam em queda por volta das 13h03 desta quarta, de 1,22%.atingindo R$ 2,42.

Além disso, a resseguradora também se deparou com diversas movimentações em seus cargos executivos, o que tornou seu primeiro trimestre um período conturbado.

O primeiro deles foi a renúncia de Regina Helena Jorge Nunes, membro independente do Conselho de Administração da companhia. Permanecendo no cargo desde maio de 2020, a executiva renunciou sua ocupação no último dia 10.

Logo após, a empresa se deparou com a saída de seu CFO, Willy Otto Jordan Neto. Ele também era diretor de relações com investidores, função atribuída ao CEO da IRB, Raphael de Carvalho, desde então. Otto se afastou da companhia no último dia 13, por motivos de saúde,

h2 Primeiro trimestre/h2
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De acordo com o balanço trimestral divulgado pela resseguradora no dia de hoje, a IRB atingiu uma taxa de lucro líquido de R$ 80,5 milhões, crescendo em 58,4% na comparação anual (R$ 50,8 milhões).

A IRB destaca, ainda, o impacto de sinistros retidos em seu resultado. Assim, desde o início da Pandemia, a companhia somou uma quantia de R$ 232 milhões nessa taxa.

O prêmio emitido no Brasil, por sua vez, totalizou a quantia de R$ 1.240,3 milhões no primeiro trimestre de 2022. Em relação ao mesmo período no ano passado, essa taxa cresceu em 18,8%.

Nesse segmento, é possível identificar uma alta nas linhas de Patrimonial (23,4%), Rural (54,5%) e Vida (30,8).

Também foi possível analisar uma queda na quantia de Despesas Administrativas da empresa. Durante o primeiro trimestre de 2022, essa taxa foi de R$ 70,3 milhões, caindo em 28,7% em relação ao 1T21 (R$ 98,6 milhões).

Na comparação anual, medida utilizada para a comparação de seus resultados, é possível identificar uma desvalorização de 56,82% em seus ativos.

O principal motivo da alta em seu lucro líquido, segundo a companhia, foi o impacto não-recorrente de ganhos de duas ações judiciais. A quantia, por sua vez, impactou seu resultado em R$ 150,2 milhões.

Por Estoa