Fique por dentro de 5 principais notícias do mercado nesta quinta-feira

Fique por dentro de 5 principais notícias do mercado nesta quinta-feira

Investing.com  | 19.09.2019 08:38

Fique por dentro de 5 principais notícias do mercado nesta quinta-feira

Investing.com - Bancos centrais de todo o mundo respondem de forma diferente ao corte de taxas de juros do Federal Reserve, as ações dos EUA estão com tendência de abertura em baixa e algumas novas ameaças militares elevam os preços do petróleo. Aqui está o que você precisa saber nos mercados financeiros nesta quinta-feira, 19 de setembro.

1. Quinta-feira frenética na questão monetária

O ciclo de flexibilização da política monetária global continuou durante a noite com Indonésia e Hong Kong cortando as taxas de juros oficiais, embora o mais importante, o Banco do Japão, tenha mantido sua taxa básica inalterada e sinalizado que pode diminuí-la em sua próxima reunião em outubro.

Na Europa, o franco suíço se fortaleceu em relação ao dólar e ao euro depois que o Swiss National Bank deixou sua taxa básica inalterada, mas alterou a maneira como calculará a taxa de penalidade em excesso de reservas bancárias daqui para frente, medida que, segundo eles, reduziria os efeitos colaterais das taxas de juros negativas sobre os bancos. O Banco Central da Noruega retirou o que disse ser provavelmente o último aumento da taxa de juros no futuro próximo.

O Banco da Inglaterra anunciou no início da manhã que manteve sua taxa básica inalterada em 0,75%, de acordo com o consenso do mercado. Outro Banco Central a anunciar decisões de política monetária é o South African Reserve Bank nesta quinta-feira.

Ontem, o Federal Reserve reduziu em 0,25 ponto percentual a taxa do Fed Funds para o intervalo 1,75-2% ao ano com o objetivo de incentivar a economia americana de manter o ritmo de expansão verificado na última década, embora na conferência de imprensa após a decisão, o chairman da instituição tenha afirmado que não esperava um enfraquecimento tão significativo da economia americana no curto prazo.

No Brasil, o Copom prosseguiu com a flexibilização monetária para acelerar o crescimento da economia do país, com corte de 50 pontos-base na taxa Selic, que atingiu o menor patamar histórico recente a 5,5% ao ano.

Enquanto os Bancos Centrais anunciam suas decisões de política monetária, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua previsão, para o crescimento global este ano para 2,9%, o menor em uma década.

2. Ações ajustadas para abrir em baixa

Os mercados de ações dos EUA devem abrir em baixa, revertendo uma recuperação tardia no final das negociações de quarta-feira que deixou os mercados pouco alterados no dia seguinte às decisões políticas do Federal Reserve e à conferência de imprensa.

Às 08h30, os futuros do Dow caíam 42,5 pontos ou 0,15%, enquanto o contrato futuros do S&P 500 caía 0,14% e o contrato futuros do Nasdaq 100 perdia 0,23%.

A tese de Powell de que não vê enfraquecimento na economia dos EUA no curto prazo será testada às 9h30 da manhã, quando o Fed da Filadélfia divulgar sua pesquisa comercial. Também haverá a divulgação dos pedidos iniciais de seguro-desemprego semanais no mesmo horário.

3. Fed deve acalmar o mercado monetário novamente

O Federal Reserve deve realizar um repo overnight para facilitar as condições no mercado monetário dos EUA pelo terceiro dia consecutivo.

Como fez na quarta-feira, o Fed oferecerá no máximo US$ 75 bilhões aos bancos em fundos overnight. Os bancos pediram US$ 80 bilhões no leilão de quarta-feira, o que significa que houve outra disputa na margem dos fundos overnight no mercado aberto, o que elevou a taxa de fundos do Fed em mais de 2,30%, acima da faixa antiga de 2% a -2,25 do Fed.

Ainda não há consenso sobre o significado a longo prazo desse aperto de liquidez. Se, como muitos argumentam, as causas são amplamente técnicas e de curto prazo, as taxas overnight devem retornar logicamente ao seu nível desejado dentro de dias. Caso contrário, o Fed pode ser pressionado a começar a comprar ativos novamente.

4. A Microsoft (NASDAQ:MSFT) aumenta dividendos e recompras

As ações da Microsoft (NASDAQ:MSFT) estão programadas para atrair os holofotes depois que a empresa aumentou seus dividendos e expandiu o volume de seu programa de recompra de ações após o fechamento da quarta-feira.

O conselho aumentou seu dividendo trimestral em 11% para 51c, embora isso ainda deixe um dividendo anual implícito de apenas 1,5%, abaixo da média de 1,9% para o S&P 500.

Além disso, a empresa aumentou seu programa aberto de recompra de ações em mais US$ 40 bilhões, ou pouco menos de 4% de sua capitalização de mercado.

5. Petróleo sobe novamente com tweets de guerra e relatos do Iraque

Os preços do petróleo subiram novamente quando os tweets do ministro das Relações Exteriores do Irã reviveram os temores de conflitos militares no Golfo, poucas horas depois que a Arábia Saudita e os EUA pareciam minimizar o risco de guerra a curto prazo.

O mercado também ficou inquieto com relatos de que a Arábia Saudita pediu para comprar milhões de barris de petróleo do Iraque para garantir que o Reino cumpra seus compromissos com seus próprios clientes. Isso foi visto como uma negação das alegações das autoridades sauditas de que eles restaurariam rapidamente a produção para o nível que estava antes dos ataques às principais instalações de energia no fim de semana.

Às 7h, os futuros do petróleo WTI bruto subiam 1,7%, para US$ 59,02 por barril, enquanto os futuros do petróleo Brent subiam 2,3%, para US$ 65,11 por barril.

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Carlos Soares
Carlos Soares

somos todos operadores do mercado, opiniões tem que ser construtivas, hoje grande dia!!  ... (Leia Mais)

19.09.2019 13:36 GMT· Responder
Ronaldo Cajares
Ronaldo Cajares

Sob o segundo corte no juro da maior economia são esperados resultados satisfatórios pelo mercado. Os sensíveis efeitos devem gerar um otimismo se constatados. Caso contrário a política do Fed se revelará um fiasco a longo prazo. Talvez os dados de hoje seja um preambulo e motivo de preocupação técnica sobre o desenvolvimento da crise economica. Esperamos que o cenário internacional na esteira de todos os cortes de juro não comece a refletir efeitos deflacionários. Embora tecnicamente o cenário internacional não esteja deflacionado: por que efeitos não podem ser refletidos? A motivação economica de fim de ano pode e deve retirar esses reflexos, porém a partir do inicio do ano de 2020 veremos com maior enfase se a política de corte de juro esta sendo efetiva ou não. De fato, o cenário internacional é, sobretudo, o composto das políticas dos Banco Centrais. Em conjunto os dados do cenário internacional devem espelhar os resultados dessa política. Seja o que for 2020 teremos eleições EUA.  ... (Leia Mais)

19.09.2019 13:00 GMT· Responder
Rodrigo Araújo
Rodrigo Araújo

Ressaltando o aumento dos preços do petróleo e o reajuste no preço dos combustíveis, pela Petrobrás, será que a mesma volta a subir?  ... (Leia Mais)

19.09.2019 11:58 GMT· 1 · Responder
Rodrigo Araújo
Rodrigo Araújo

Ressaltando o aumento dos preços do petróleo e o reajuste no preço dos combustíveis, pela Petrobrás, será que a mesma volta a subir?  ... (Leia Mais)

19.09.2019 11:58 GMT· Responder
Mateus Rosado
Mateus Rosado

Será?   ... (Leia Mais)

19.09.2019 11:56 GMT· Responder
Ghustavo Lopes
Ghustavo Lopes

quinta-feira maluca sem direção novamente   ... (Leia Mais)

19.09.2019 11:52 GMT· Responder
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